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Instalada a Frente Parlamentar de Apoio à Cultura

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Artistas, produtores teatrais e agentes da cultura do Estado, participaram, nesta quarta-feira (28), da instalação da Frente Parlamentar de Apoio à Cultura (Pró-Cultura), de iniciativa dos deputados estaduais Sidney Leite (DEM) e Tony Medeiros (PSL), surgida na Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM). A frente parlamentar, de acordo com o deputado Sidney Leite, nasce com o compromisso de fortalecer o movimento cultural no Estado e garantir novos investimentos para o setor.

Entre os participantes da solenidade, o presidente do Conselho Municipal de Cultura, Thiago de Melo; consultora do Plano Municipal de Cultura do Ministério da Cultura, Luciana Monteiro da Silva; o vice-presidente do Conselho Municipal de Cultura, Luiz Carlos Bonates; secretário executivo do Conselho de Cultura, Jaime Pereira, Moacir Andrade, além de artistas plásticos como o poeta e escritor Elson Faria, o presidente da federação de Teatro, Nivaldo Mota; do representante da Suframa, Marcelo Campos; do presidente do Sindicato dos Músicos do AM, Everaldo dos Santos e do presidente do Movimento Afrodescendente do Amazonas, Alberto Jorge.

Tony Medeiros destacou que a criação da Frente Parlamentar Pró-cultura fortalece a região e o País. “Estamos dando asas à imaginação, criando oportunidades, abrindo novos caminhos para as novas gerações, renovando as bases da nossa sociedade para o desenvolvimento”, disse, ao afirmar que a frente é uma grande ferramenta na sustentabilidade do Estado.

Sidney Leite, por sua vez, garantiu ser um momento singular e de importância significativa. Entende o parlamentar, que instalação da frente exige uma reflexão. “O espírito de um poeta e artista de conquistar os agentes, que possam contribuir e juntos definir a política cultural, levar em frente o Plano Estadual de Cultura, não só em Manaus, mas na calha dos rios da Amazonas e acompanhar a sua aplicação”, disse ele, questionando o porquê de hoje não ter grandes cantores locais fazendo sucesso em nível nacional. “Encontrei mais livros do poeta Thiago de Melo nas livrarias de Buenos Aires do que nas do Brasil”, lembrou ele, para destacar a importância da Frente Parlamentar Pró –Cultura.

“Aprendemos e crescemos na dificuldade. Queremos que saia daqui um ato concreto e não depende apenas dos parlamentares, mas da capacidade de mobilização dos artistas”, argumentou ele, afirmando que a partir dessa iniciativa (instalação da frente), a responsabilidade dos parlamentares é ainda maior. “Queremos estar no embate na ALEAM, junto ao governo, empresas do Polo Industrial de Manaus e povos tradicionais por uma por uma política cultural”, disse.

Representantes de movimentos culturais ocuparam a tribuna para ressaltar a importância do movimento para a cultura amazonense e reivindicar melhorias para o setor, como Caio Mota, representante do Fórum Permanente de Música; Alberto Jorge, presidente do Movimento Afrodescentente do Amazonas; escritor e poeta Elson Farias; Luiz Carlos Bonates, vice-presidente do Conselho Municipal de Cultura; e o presidente do Conselho Municipal de Cultura, Thiago de Melo.

O poeta considerou excelente a oportunidade e chamou a iniciativa dos parlamentares de “luminosa”. De acordo com ele, é preciso acabar com a noção de que a cultura é só arte porque o homem transforma a natureza. “Essa noção é perigosa, porque o artista está transformado a natureza na essência de sua cultura. Existem outras culturas como as amorosas, científicas e de outras naturezas”, disse ele, ao afirmar que a cultura está nos hábitos simples e também nas pinturas de artistas das beiras dos rios.

Também se pronunciaram o pintor Moacir Andrade, representando a Academia Amazonense de Letras; o cantor e apresentador Zezinho Corrêa; o presidente da federação de Teatro, Nivaldo Mota; da presidente do Fórum Nacional e da Cooperativa de Música do Amazonas, Ellen Mendonça, além do deputado Marcelo Ramos (PSB), José Ricardo (PT) e Luiz Castro (PPS).

Os dois parlamentares defenderam a democratização dos recursos da Cultura. Luiz Castro disse que os povos precisam entrelaçar mais as tradições culturais, observando que a política cultural local precisa e deve mostrar os valores da terra. “O Estado precisa democratizar a política cultural do Amazonas. A cultura vai além do boi e da ciranda”, disse ele, sugerindo uma audiência pública com o setor para discutir o orçamento da Cultura com o secretário Robério Braga.

Carta da Cultura do Amazonas

Durante o lançamento da Frente Pró-Cultura, a cantora Márcia Siqueira fez a leitura da Carta da Cultura do Amazonas, que definiu eixos de luta do movimento. Entre eles, a consolidação de um sistema estadual de cultura, aprovação do Plano Estadual de Cultura e regulamentação do Fundo Estadual de Fomento à Cultura sob a direção do Conselho Estadual de Cultura, com plena autonomia e capacidade de celebrar parcerias entre o poder público e privado nas áreas de gestão, criação, inovação, serviços , desenvolvimento de produtos e promoção cultural. Esses itens estão previstos na Constituição do Estado de 1989.

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