O advogado Abdalla Isaac Sahdo Júnior, um dos autores da Ação Popular que tentava anular o concurso público realizado pelo Tribunal de Justiça do Amazonas em 1997, julgada improcedente em maio deste ano pelo juiz Ronnie Frank Torres Stone, 1ª Vara da Fazenda Pública Estadual da Comarca de Manaus, recorreu da decisão, mas pedindo que os autos sejam encaminhados ao Supremo Tribunal Federal.
De acordo com Abdala, como mais da metade dos membros do Tribunal de Justiça do Amazonas se encontram impedidos ou são direta ou indiretamente interessados na causa, cabe ao STF julgar a Ação.

A sentença
O juiz Roonie Frank Torres Stone, 1ª Vara da Fazenda Pública Estadual da Comarca de Manaus, julgou improcedente a Ação Popular e a Ação Civil Pública, da suposta fraude no concurso realizado em 1997 pelo Tribunal de Justiça do Amazonas e que aprovou 32 magistrados.
Mesmo com os pareceres do Ministério Público Estadual e do Ministério Público Federal, pela anulação do concurso, Ronnie Stone julgou improcedente as ações e rejeitou todos os pedidos mantendo íntegro o resultado do certame.
Denúncia
A época do certame, em 1997, a candidata Gisela Mala Ribeiro foi flagrada com cola.
As investigações apontam que o advogado Abadalla Sahdo recebeu em sua residência cópias das provas que já haviam sido realizadas ou que ainda iam se realizar, todas já respondidas, fato que motivou a Procuradoria Geral de Justiça do Estado do Amazonas a oficiar à Comissão do concurso para que fossem tomadas " urgentes e cabíveis providências", o que não ocorreu.

MP anulação
Em parecer assinado pelas promotoras de Justiça Guiomar Felícia dos Santos Castro e Nilda Silva de Souza, em 9 de março de 1998, elas pedem a condenação dos réus e a anulação de todas as fases do concurso.
Em recomendação ao desembargador Alcemir Figliuolo, a época presidente da comissão do concurso apontado como "um jogo de cartas marcadas",
Em 23 de dezembro de 1997 osprocuradores da república Sérgio Lauria Ferreira, Sérgio Monteiro e Sérgio Silva Barbosa, pediram a anulação do certame, alegando irregularidades - "um jogo de cartas marcadas - mas não foram atendidos.
Outra que apontou irregularidae foi a então promotora e hoje procuradora do Ministério Público Estadual, Juçara Pordeus,

