Manaus/AM - Dezenove pessoas foram presas nesta quarta-feira (14), em Manaus, no Rio de Janeiro, no Sergipe e em Santa Catarina, suspeitas de fazerem parte de uma organização criminosa que operava um esquema de pirâmide financeira que tinha como vítimas funcionários públicos no Amazonas.
Quatorze alvos foram presos em Manaus, todos têm menos de 30 anos e levavam uma vida de luxo. Alguns moravam em condomínios de alto padrão, na Ponta Negra, e usavam o dinheiro para ostentar em viagens internacionais.
No total, a quadrilha roubou mais de R$ 50 milhões. Segundo o delegado Cícero Túlio, as investigações iniciaram há cerca de dois anos, quando foram descobertas várias empresas fictícias que eram usadas para lavar o dinheiro ilegal.
Conforme a polícia, as vítimas eram atraídas para o golpe por meio de empréstimos consignados. "Eles induziram os servidores a contrair empréstimos consignados e tinham acesso também às margens consignadas desses servidores e já chegavam ali com diversas informações pessoais (...) Esses empréstimos, eram repassados para essas empresas, a principal era a Lotus, a partir de então, os valores eram escoados em relação a outras empresas criadas pelo bando para dificultar e simular a lavagem de capitais”, diz Cícero.
Durante as investigações, também foi descoberto que o grupo era organizado e dividido em quatro núcleos para centralizar e facilitar o gerenciamento dos golpes. O primeiro deles era a cúpula de chefes do esquema, o segundo era responsável por intermediar o gerenciamento dos golpes e administrar os funcionários da empresa Lotus, considerada o “coração” de tudo.
No terceiro núcleo fica o responsável por ajudar o grupo cedendo contas bancárias para receber os valores. Essa pessoa também tinha a função de ajudar a destruir provas. O quarto e último núcleo é formado pelos sócios que administravam as empresas criadas para lavar o dinheiro arrecadado dando ar de valores legais a eles.
Para isso, a quadrilha contratava artistas nacionais e organizava eventos a fim de ludibriar as autoridades.
Os acusados foram presos e vão responder pelo crime. Além de servidores estaduais, o grupo fez vítimas nas esferas municipal e federal. Durante a operação Esfinge, a Justiça decretou o sequestro de bens das empresas envolvidas para resgatar parte do valor roubado.

