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Manaus

Estudo sobre transporte coletivo

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Para a elaboração do PlanMob-Manaus foram realizados estudos que apontam para o crescimento no índice de motorização da cidade e a perda gradativa da participação do modo coletivo nesse percentual. Conforme esses estudos, a cidade passou de 95 automóveis por mil habitantes, em 2005, para 161, em 2015. Enquanto isso, a participação do modo coletivo de motorização caiu de 53% para 39,5% em igual período, enquanto a motorização individual cresceu 14%, subindo de 15,5% para 30,5%.

Outro dado apontado no levantamento mostra que Manaus interrompeu, no passado, a constituição de um sistema integrado e de racionalização da rede de serviços de transporte coletivo, bem como interrompeu a expansão dos corredores exclusivos, mantendo os terminais já construídos em estado bastante insatisfatório, com consequências na imagem, na funcionalidade e na lógica do transporte coletivo.

Por outro lado, a mobilidade motorizada em Manaus gera um custo estimado de R$ 4,9 bilhões, sendo R$ 3,2 bilhões associados à mobilidade motorizada individual e R$ 1,7 bilhão para mobilidade por meios coletivos. Os custos sociais são medidos no tempo das pessoas, emissão de gases nocivos à saúde e de efeito estufa, nos acidentes e nos custos operacionais para dispor, manter e circular com automóveis e ônibus. Se nada for feito, os prognósticos apontam para um custo superior a R$ 7,6 bilhões (25%) até 2035.

“As previsões apontadas não são agradáveis para nenhum modelo de transporte motorizado se não considerarmos as mudanças propostas pelo Plano de Mobilidade. Isso porque à medida que se aumenta o transporte individual, se agravam os problemas já existentes, uma vez que se aumenta o número de veículos concorrendo no trânsito. Por isso, a nossa prioridade é melhorar o serviço oferecido pelo sistema de transporte coletivo”, reforçou Pedro Carvalho, superintendente municipal de Transportes Urbanos (SMTU).

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Ainda segundo Pedro Carvalho, mesmo com o BRT funcionando integradamente com o sistema convencional, o estudo já mostra a necessidade da implantação de um sistema de trilho dentro de um prazo de 10 anos. “Os prognósticos mostram que o BRT deverá servir bem a população até 2025 e o metro leve, modal por trilhos, até 2035”, pontuou.

Plano disponível para sociedade

Após receber o PlanMob-Manaus o presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), vereador Wilker Barreto, disse que o documento será disponibilizado no portal da Casa Legislativa Municipal para ficar acessível para toda sociedade. Ainda de acordo com o parlamentar, novas audiências públicas deverão ser realizadas. 

“A Câmara vai criar uma Comissão Especial para definir o calendário de audiências e emendas ao projeto apresentado pelo Executivo Municipal e, tão logo seja concluído o relatório, o Plano de Mobilidade Urbana de Manaus volta para apreciação em plenário. Desde já peço aos vereadores celeridades e que o plano seja debatido de forma madura junto à sociedade civil organizada”, completou Wilker Barreto.

 Fotos: Alex Pazuello (Semcom)

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