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Crianças são impedidas de participar de desfile cívico por coordenadora da Seduc

 

 

 Crianças de 14 escolas estaduais do município de Coari, cerca de 14 mil estudantes, foram impedidos de participar do desfile de Semana da Pátria, realizado no dia 05 de setembro, por ordem da coordenadora regional de Educação, que representa a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) no município, Marilene Andrade Maciel. A denúncia é da secretária de Educação de Coari, professora de carreira da rede estadual de ensino, formada em pedagogia e filosofia, Selionete Guimarães da Costa. Em apoio à secretária, o prefeito de Coari Arnaldo Mitouso, em seu discurso durante a programação do evento, disse lamentar a ausência desses alunos, e repudiou atitude tão semelhante as quem ocorreram durante mais de uma década em Coari.  

“Tenho suportado todos os desatinos desta senhora, mas agora ultrapassou todos os limites do razoável e do suportável, quando ela, de forma autoritária e arbitrária, frustra as expectativas de milhares de crianças, e até dos pais, impedindo esses alunos de participarem de um ato cívico, de se confraternizarem com os demais estudantes do município (15 mil) por pura vaidade e mesquinharia política”, declarou a secretária em tom de indignação.

         A decisão, em forma de ofício, assinado por Marilene Andrade Maciel, e enviado a secretaria municipal de Educação de Coari (ver documento em anexo), é justificada por dois motivos. O primeiro é de que teriam sido feitas “mudanças na programação oficial” com as quais a coordenadora não concordaria. “Isso não é verdade. As mudanças foram feitas por exigência dela mesmo. Mudamos até o horário do desfile para satisfazê-la e até o tema do desfile cívico foi determinado pela coordenadoria estadual, “Educação e as Inovações Tecnológicas”. Tudo tratado em reuniões, marcadas através de ofício, seguindo todos os padrões burocráticos que esta senhora exige”, argumentou Selionete.

A segunda alegação de Marilene Maciel foi à retirada de seu nome “do pronunciamento das autoridades o que se configura num desprestígio para com a coordenadora legítima da Seduc no município”. Selionete comenta: “Agora ela fala a verdade. Essa senhora tem necessidade de alto-afirmação. Sofre de síndrome da autoridade. Demos prioridade para que os estudantes se manifestassem através de representante, o mesmo ocorreu quanto aos professores. Os diretores de instituições federais, da própria UEA, de escolas particulares e de importantes entidades da sociedade civil organizada, não criaram qualquer problema por não se pronunciarem para que a programação não ficasse extensa e cansativa. E ainda patrocinaram e organizaram desfiles que nunca vimos em Coari”, comentou a secretária.

Selionete contou ainda que o próprio prefeito, numa atitude apaziguadora e na tentativa de não frustrar até mesmo os pais das crianças que já tinham comprado suas roupas para o desfile, tentou contato com a coordenadora. “Iríamos fazer o que fosse preciso, em nome de um modelo de educação que pregamos para os nossos alunos, o do diálogo e do entendimento. Mas, veja o absurdo de uma educadora, ela pegou os 14 diretores de das escolas estaduais e os levou pra Tefé para participarem de evento lá. Viajou no dia 31 e só voltou depois da programação de Semana da Pátria. E ainda diz em seu ofício que sua coordenadoria “sempre esteve aberta a parcerias com as instituições a fim de desenvolver ações em prol da melhoria da qualidade da educação”. E ste é o exemplo? questiona.
 

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