A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico Internacional de Pessoas do Senado Federal desembarca nesta sexta-feira (01/07) em Manaus, para realização de sua primeira oitiva, que acontece no auditório Ruy Araújo da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas, a partir das 9h30.
A oitiva será coordenada pela presidente da CPI, senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e contará com a presença da relatora, senadora Marinor Brito (PSOL-PA). Já confirmaram presença também o Secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos, Carlos Lélio Lauria Ferreira, a Diretora do Departamento Estadual de Direitos Humanos, Michellle Vitória Custódio, o representante da Superintendência Regional da Polícia Federal no Estado do Amazonas, Roberto De Jesus Câmara Da Costa e o delegado Geral da Polícia Civil no Estado do Amazonas, Mário Cesar Medeiros Nunes, entre outros.
A CPI vai trabalhar com foco na exploração sexual. Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) revelam que, no ano de 2005, quase 2,5 milhões de pessoas foram traficadas em todo o mundo, sendo 43% destinadas à exploração sexual e 32% destinadas a outros tipos de exploração econômica.
A CPI também vai realizar oitivas nas cidades de Belém (PA), Macapá (AP), Fortaleza (CE), Natal (RN), Recife (PE), Salvador (BA), Campo Grande (MS), Goiânia (GO) e São Paulo (SP).
De acordo com Vanessa, a Comissão foi criada para investigar o tráfico nacional e internacional de pessoas no Brasil, suas causas, consequências, rotas e responsáveis, no período de 2003 e 2011, compreendido na vigência da convenção de Palermo. “Por isso é de extrema importância que possamos estar presentes nas localidades onde o tráfico de pessoas ocorre com maior freqüência. Só assim poderemos ter uma visão mais fidedigna de como essa prática é realizada”, justificou.
Vanessa considera a CPI um grande desafio. Ela assegura que a Comissão pretende ir além da investigação. “Vamos apresentar proposituras para contribuir com o fim desse crime, que reconhecemos não é fácil de ser tipificado. Nosso trabalho vai depender muito da participação da sociedade, que deve denunciar qualquer ato relacionado com o tráfico de pessoas”, lembrou.

