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CPI da água tem primeira reunião

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A recém criada CPI da Água teve nesta segunda-feira (26) a sua primeira reunião informal, na sala de reuniões atrás do plenário da Câmara Municipal. O presidente Leonel Feitoza (PSD) fez questão de abrir a sala para a imprensa e definiu a transparência e a isenção política como norteadoras dos rumos das investigações.

Na quarta-feira (28), logo após a abertura da sessão plenária da Câmara, os membros da CPI se reúnem oficialmente para fazer a instalação da comissão e anunciar o calendário de reuniões, que deverão ocorrer duas ou três vezes por semana. Até lá já terão um quadro das necessidades de assessoria técnica e jurídica e de pessoal de apoio.

Apenas cinco membros estiveram presentes, o presidente Leonel Feitoza (PSD), o relator Marcel Alexandre (PMDB) e os membros Wilton Lira (PDT), Joaquim Lucena (PSB) e Waldemir José (PT). Eles trataram da metodologia de trabalho e decidiram que as questões serão tratadas de maneira aberta e clara. “Não podemos passar falsas expectativas à população”, disse Feitoza.

Por essa razão, o autor da proposta, Waldemir José foi chamado a atenção pelos demais membros, já que ele dera entrevista a um jornal local indicando empresas que seriam chamadas a depor na CPI. “Seria leviano de nossa parte acusar a ou b, antes de haver uma investigação criteriosa”, disse o presidente.

            Wilton Lira, que é também corregedor da CMM e Marcel Alexandre,vice-presidente da casa, concordaram com a posição de Leonel. “Vi em um jornal uma declaração do colega Waldemir José falando em convocar pessoas. Não podemos ser levianos”, disse o primeiro. “É preciso diligência e cuidado. Não podemos falar em cima de fatos noticiados”, afirmou o segundo.

O petista Waldemir José ainda tentou reagir afirmando que não poderia ser tolhido em seu mandato de vereador só pelo fato de ser membro da CPI. Mas Joaquim Lucena fechou o coro de desaprovação. “Temos de respeitar as decisões dos sete membros. Não pode sair daqui”, disse, referindo-se ao posicionamento da CPI como um todo.

Depois da lavada de roupa suja do primeiro momento, a comissão decidiu que todos os pedidos de recursos técnicos e humanos serão encaminhados diretamente ao presidente da casa, vereador Isaac Tayah (PSD). Na ótica do presidente Leonel Feitoza a CPI deve manter total isenção em relação ao pessoal técnico e de apoio.

“Não quero que as pessoas que vão trabalhar tenham qualquer relação com os membros da comissão, a fim de que a CPI não venha a ser alvo de dúvidas”, expressou o presidente, ante uma proposta de Waldemir José de convocar o corpo técnico da casa para os trabalhos de análise econômico-financeira e jurídica.

Os membros ausentes na primeira reunião da CPI da Água foram os vereadores Mário Bastos (PRP) e Jefferson Anjos (PV).

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