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Companhia de Gás do Amazonas vai licitar compra de tubos de aço


A Companhia de Gás do Amazonas (Cigás) promoverá, no início de dezembro, concorrência pública para aquisição de tubos de aço carbono e de válvulas de bloqueio de aço que serão usadas, a partir do próximo ano, nas obras para atendimento a indústrias na capital amazonense.  As sessões desta modalidade de licitação acontecerão, respectivamente, nos dias 13 e 14 de dezembro. Os editais e seus anexos podem ser retirados na sede da empresa, em horário comercial, na rua Anhanduí, Nº 520, Galpão 6A, Parque Industrial Anhanduí, no bairro de Flores.

 

A Cigás é a concessionária pública responsável exclusiva pela distribuição do gás natural através de gasodutos no Estado do Amazonas. Ela iniciou as suas operações em janeiro de 2010 e hoje comercializa em média, 2,5 milhões de m³/dia, sendo a sétima distribuidora em vendas no Brasil. Do total comercializado, 99,9% do volume é entregue a sete usinas termelétricas localizadas na cidade de Manaus e o restante para dois postos de revenda de combustíveis para automóveis. A empresa tem ainda contratos de suprimento firmado com a Petrobras, totalizando um volume de 5,5 milhões de m³/dia.

 

Para esta etapa de ampliação do atendimento, a Cigás destinou aproximadamente R$ 10 milhões, que serão distribuídos entre a aquisição de tubos e válvulas, mão de obra e a montagem dos dutos. A previsão é que as obras iniciem em junho de 2012 para que seja possível os clientes consumirem o gás em seu processo produtivo já a partir de julho do mesmo ano. Essas obras, pontuais, serão feitas ao longo do Ramal Aparecida – que passa pela Avenida Constantino Nery, estrada Torquato Tapajós e rodovias BR-174 e AM-010 – com maior incidência em trechos da Torquato Tapajós. “Os tubos serão usados para a derivação do ramal principal até as empresas, em um total de 5 quilômetros, mas serão obras de menor impacto e com baixíssima retenção de veículos”, explica Clovis Correia, Diretor Técnico da Cigás. Ele lembra a época em que os manauenses tiveram que conviver com as obras de instalação dos dutos de gás na capital amazonense mas que, por outro lado, a mera substituição do óleo consumido pelas termelétricas por gás natural tirou de circulação mais de 80 caminhões de transporte de combustíveis por dia – considerando caminhões-tanque de 30.000 litros de óleo diesel.

 

NOVOS SEGMENTOS

 

Depois de concluídas as obras desta nova etapa de ampliação do fornecimento serão atendidas 10 indústrias, em segmentos como o farmacêutico e de transportes, que estão fazendo a troca para o gás natural pelas vantagens que o produto oferece – é ambientalmente correto, tem um fornecimento contínuo e promove a redução dos custos com logística, sem a necessidade de armazenamento, entre outras.

 

Atualmente, a Cigás abastece usinas termelétricas da capital amazonense, onde o gás natural é convertido em energia elétrica que atende várias zonas urbanas. A partir de 2012 será a vez das indústrias instaladas ao longo do Ramal Aparecida – chegando até a rodovia Torquato Tapajós e a BR-174 – e a previsão é que em 2013 o gás natural alcance o Pólo Industrial I, na Zona Sudeste de Manaus.

 

De acordo com o Diretor Presidente da Cigás, Lino Chíxaro, esse é o primeiro passo de uma importante etapa que a companhia iniciará, de atendimento ao segmento industrial. “Isso reflete o esforço que temos em promover o desenvolvimento do Estado do Amazonas e potencializar ainda mais o uso do gás natural como vetor econômico”, enfatiza Lino.

 

MERCADO E INVESTIMENTOS

 

Na atualização do levantamento de mercado realizado pela Cigás em 2011 foram mapeadas mais de 300 empresas localizadas nos Distritos Industriais 1 e 2 e na área de abrangência do gasoduto implantado desde o bairro de Aparecida, passando pela avenida Constantino Nery, rodovia Torquato Tapajós, até chegar à AM-010 e BR-174. Cálculos preliminares resultaram em um potencial de consumo de gás natural de aproximadamente 700 mil m³/dia (sem considerar as termelétricas). Para se ter ideia do volume do consumo, um veículo automotivo consome a cada abastecimento entre 15 m³ e  20 m³ de gás natural (ver box).

 

A empresa também inaugurou este ano o Centro de Controle Operacional (CCO), de onde é possível monitorar – por fibra ótica e por tecnologia usada em telefones celulares – todos os 43 quilômetros da rede de gasodutos de Manaus. A intenção é fazer com que a resposta a eventos na rede seja imediata. A Cigás também tem investido na segurança e em programas de gestão de risco. Para isso, conta ainda com um Plano de Ação de Emergências (PAE), com equipes treinadas em Primeiros Socorros e Monitoramento Ambiental. A empresa promoveu este ano, junto com órgãos ligados à segurança e infraestrutura, um exercício simulado de vazamento de gás natural – para que exista maior integração entre as equipes que possam vir a atender a um chamado de emergência neste setor.

 

Depois de superar desafios, a Cigás continua centrada em manter a estratégia empresarial de posicionar o gás natural como um importante vetor de crescimento econômico no Estado do Amazonas, com implicações diretas na geração de emprego e oportunidades de negócios. Ao mesmo tempo a companhia vem ajudando na diversificação econômica do Estado, considerando também a busca de incentivos destinados ao uso do gás, parcerias e ações governamentais que podem estimular o uso do gás natural e viabilizar a implantação de novos projetos.
 

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