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Começa apuração do desfile das Escolas de Samba do Carnaval de Manaus

Começa apuração do desfile das Escolas de Samba do Carnaval de Manaus
Começa apuração do desfile das Escolas de Samba do Carnaval de Manaus

Manaus/AM - A grande campeã do Carnaval de Manaus 2024 será conhecida logo mais. Isso porque começou a apuração das notas do desfile das Escolas de Samba que se apresentaram no Sambódromo na noite do último sábado (3). A apuração pode ser conferida pelas redes sociais.

Entre os quesitos apurados pelos jurados estão: harmonia, alegoria e adereços, samba enredo, enredo, comissão de frente, bateria e mestre-sala e porta-bandeira.

Confira o resumo sobre o desfile do Grupo Especial;

Unidos do Alvorada

 Abrindo o desfile competitivo, a Unidos do Alvorada trouxe a causa do povo negro para a avenida. Com um enorme navio negreiro como primeiro carro alegórico, a escola desfilou o enredo “Adetutu – O Sonho de uma Mãe Africana”, inspirado na obra “Contos e Lendas Afro-Brasileiros – A Criação do Mundo”, de Reginaldo Prandi, o enredo contou a história da criação do mundo sob a ótica da cosmogonia africana.
 

Andanças de Ciganos

Passeando pelas searas da sabedoria e da inteligência, a Andanças de Ciganos começou seu desfile na Grécia Antiga para desenvolver o enredo “Sophia – A Arte da Sabedoria”, e terminou com um carro alegórico tecnológico, com telão de led, para mostrar até onde a inteligência e a sabedoria trouxeram a humanidade. A escola mostrou que a inventividade humana é fruto do saber e que, por isso, a educação tem papel fundamental na evolução de um povo.

Vila da Barra

A terceira escola a realizar seu desfile foi a Vila da Barra, que homenageou em seu enredo a entidade Zé Pilintra, figura folclórica e espiritual muito conhecida nas tradições afro-brasileiras. A apresentação, inspirada na obra literária “Zé Pilintra: O Rei da Malandragem”, referenciou diversos elementos relevantes na história do personagem, com direito à roda de capoeira e fantasias retratando jogos como dados e cartas. Infelizmente, a escola acabou ultrapassando o limite máximo de 70  minutos, passando pela avenida em uma hora, dez minutos e 29 segundos, e deve perder um décimo de sua pontuação, de acordo com o regulamento.

Unido da Liberdade

A escola de samba Reino Unido da Liberdade trouxe o enredo “Matriarcas”, que celebra o poder e a sabedoria das mulheres que exercem o forte papel de figuras maternas. O desfile apresentou em sua primeira alegoria a figura “Mãe Terra”, e deu continuidade ao espetáculo representando as mais diversas figuras de mães ao redor do mundo. Em uma apresentação vibrante e cheia de cores, a agremiação destacou a importância dessas mulheres em diferentes sociedades, reverenciando suas contribuições e narrativas.

Mocidade Independente de Aparecida

Atual bicampeã do Grupo Especial do Carnaval de Manaus, a Mocidade Independente de Aparecida desfilou em busca do tricampeonato. Com o enredo “O Madeira é Testemunha. A Floresta, o Berço. Luta, Suor e União para a Eternidade. Aparecida vem mostrar a Saga da Família Cidade”, a escola contou a história da família, aproveitando para exaltar a amazonidade de todas as famílias que migram do interior para a capital.

Grande Família

A Grande Família levou para a avenida um clamor pela preservação da fauna, da flora e dos povos nativos. Ao longo dos 70 minutos, a Gigante da Zona Leste, defendeu o enredo “Kianumaka-Manã – a Protetora da Floresta”. Com o saudosismo de quem perdeu no ano passado um dos maiores entusiastas e fundador da escola, Luiz Gilberto, a comunidade vermelha e branca saiu com garra em busca do título.  

Vitória Régia

Penúltima escola a adentrar a Avenida do Samba, a Vitória Régia também levantou a bandeira da necessidade de preservação e reciclagem. Com o enredo “Arte e Magia, Samba e Reciclagem: Na Natureza Nada se Cria, Nada se Perde, Tudo se Transforma”, a Verde e Rosa entrou com os integrantes da Comissão de Frente caracterizados de árvore e continuou durante todo o desfile com alegorias e fantasias que utilizaram muitos materiais recicláveis. O recado foi claro: sem preservação, não há vida e, sem vida, não há samba, Carnaval e desfiles.

Dragões do Império

A última escola a desfilar, na manhã de domingo, a Dragões do Império contou a saga do povo africano escravizado e clamou por liberdade. Estreante do grupo especial, a escola do bairro de São Jorge, levou para avenida o enredo, “Baobá-Rompendo as Correntes da Escravidão”, representada por carros alegóricos imponentes, alas coreografadas e fantasias representativas. 

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