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Cabo que rompeu no rio Negro é emendado pela Amazonas Energia

 A Eletrobras Amazonas Energia concluiu nesse fim de semana os trabalhos definitivos de reparo no cabo subaquático que sofreu um curto circuito em setembro do ano passado e funcionava temporariamente com uma emenda provisória.
Os trabalhos iniciaram na última sexta-feira (25) e foram concluídos na manhã de  domingo (27). Uma emenda definitiva foi posta no lugar da provisória onde se encontrava a parte danificada, localizada na margem direita do rio Negro, no lugar conhecido como Ponta do Pepeta, no município de Iranduba. 
 
A demora para que o serviço fosse concluído definitivamente ocorreu por conta da emenda que é fabricada somente na Suíça e estava em falta no mercado europeu. O serviço de confecção do material ficou a cargo da empresa paulista Lig Global Service, especializada no Brasil na implantação de infraestrutura de transmissão via cabos, seja para dados de telecomunicações ou para energia elétrica.

O cabo subaquático possui 4,5 quilômetros de extensão, pesa 117 toneladas e cruza o rio Negro chegando até a subestação da Ponta do Ismael, na Zona Oeste de Manaus. Ele importa e exporta energia elétrica do município de Iranduba para a capital e vice-versa, com uma capacidade de 70 MW de potência.

Rompimento

No dia 29 de setembro de 2010, o cabo subaquático se rompeu por conta de uma avaria sofrida na base de ancoragem (peça de concreto que fica enterrada e protege o cabo, mantendo-o fixo no fundo do rio a mais de 40 metros de profundidade). O fato ocasionou o desligamento da rede subaquática de energia elétrica àquele município por 44horas.

Segundo o diretor de Geração e Transmissão, Tarcísio Rosa, que também responde pela diretoria de Operação, para minimizar o período sem a conexão do cabo, a Eletrobras Amazonas Energia providenciou a instalação de uma usina em caráter emergencial com capacidade de suprir a necessidade de Iranduba com 19,5 MW.

De acordo com o técnico de manutenção, Artêmio Bezerra, do Departamento de Manutenção da Distribuição (DOM) da Eletrobras Amazonas Energia, em virtude da complexidade do terreno e às ações externas da natureza, o problema foi identificado apenas no dia 8 de outubro de 2010. Na época, a empresa contou com a ajuda de um laboratório móvel de alta tecnologia, cedido pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) que trouxe o equipamento à Manaus por meio de um avião Hércules, da aeronáutica. Em questão de horas, o aparelho localizou o defeito no cabo via ondas eletromagnéticas.

O assistente da diretoria de Operação, Camilo Gil, informou que todo o processo de recuperação do cabo demorou por conta de se tratar de um trabalho delicado de reconstituição do equipamento.

“As etapas de trabalho são demoradas porque o cabo possui várias camadas e deve ser reconstituído nível após nível, sendo necessário que a emenda fique com todas as propriedades normais”, esclareceu.

Segundo Gil, desde o ano de 2003 a concessionária do serviço de energia elétrica do Amazonas conta com três cabos subaquáticos operando em sistema trifásico. Como medida de prevenção, a empresas revelou que já providencia a compra de um quarto cabo até o ano de 2012.

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