Manaus/AM - A chef de cozinha e apresentadora, Bela Gil, defendeu o fim de incentivos fiscais para a produção de refrigerantes que são concedidos para empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) durante entrevista concedida à Folha de S. Paulo.
Bela Gil é ativista da alimentação natural e defende o fim da produção de qualquer alimento industrializado, como os refrigerantes. Segundo a apresentadora, 57 mil pessoas morrem por ano pelo consumo de produtos ultraprocessados.
Na entrevista, a apresentadora não avalia a situação dos funcionários das empresas que podem ser fechadas em Manaus com o fim dos incentivos fiscais.
“Tenho essa esperança de que a gente consiga fazer com que a comida de verdade seja mais acessível, sabe? Que a gente consiga realmente democratizar através desses pontos que eu coloquei aqui. Obviamente, a gente precisa também acabar com o incentivo fiscal que acontece na produção, por exemplo, de produtos ultraprocessados, como é o refrigerante, como é o caso de refrigerantes ali na Zona Franca de Manaus. É um absurdo, né?”, inicia Bela Gil.
Que continua: “Uma coisa que a gente sabe que mata. Gente, as pessoas estão morrendo, são 57 mil pessoas que morrem por ano pelo consumo de produtos ultraprocessados, e a gente paga para isso, para facilitar o consumo desses produtos que matam. É realmente muito complexo. E a questão dos agrotóxicos, porque o setor de agrotóxicos no Brasil tem uma isenção. Deixa de entrar para os cofres públicos R$ 10 bilhões por ano, o que é um somatório muito grande que a gente poderia estar fazendo muita coisa”, completou.

