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Aprovação da PEC da Música revela falta de compromisso com o Amazonas

O líder da maioria na Assembleia Legislativa do Estado, deputado Marco Antônio Chico Preto, afirmou que a aprovação da PEC da Música deixou muita gente com “as barbas de molho” e revela falta de compromisso com o Amazonas, por parte da presidente Dilma Rousseff, ou de habilidade do líder do governo, senador Eduardo Braga, para conduzir o processo.

Em breve pronunciamento, Chico Preto afirmou que a aprovação da PEC da Música fere de morte o modelo ZFM e a economia amazonense, e manifestou-se preocupado com relação aos resultados práticos da medida, porque ela ameaça dez mil empregos diretos e inviabiliza a produção local ao conceder isenção tributária à produção de CD’s e DVD’s com obras de artistas brasileiros fora do Polo Industrial de Manaus.

“O episódio da última terça-feira deve ser avaliado com cuidado especial por todos aqueles que têm compromisso com o Amazonas e com a preservação e manutenção da floresta amazônica, porque o modelo ZFM ainda é o principal esteio de sustentação da nossa economia e o seu enfraquecimento representará maior pressão econômica sobre a floresta e os nossos recursos naturais”, alembrou, destacando que a aprovação inspira, a partir de agora, cuidados intensos com relação ao futuro da Zona Franca de Manaus e do próprio polo de áudio e visual do modelo.

Teste drive

Na avaliação de Chico Preto, a votação da última terça-feira foi um teste drive para as futuras votações que os interesses do Polo Industrial de Manaus haverão de enfrentar no Congresso, tanto na Câmara quanto no Senado.

“O episódio da votação e aprovação da PEC da Música no Senado, no qual os interesses de Manaus obtiveram somente quatro votos, denotam duas possibilidades: ou a presidente Dilma Rousseff não prestigia o seu líder, porque o seu líder é um senador pelo Amazonas, do PMDB do Amazonas, ou não prestigia os interesses do estado do seu líder, ou a presidente Dilma deu a ele todas as condições políticas necessárias e lhe faltou a habilidade para conduzir o processo e o processo teve o desfecho que nós estamos vendo”, argumentou. Se não deu, desprezou a figura do Amazonas e do seu líder, jogando-o na água”, disse ele.

Segundo Chico Preto, resta saber, agora, se a presidente Dilma Rousseff, o governo federal, tem compromisso com o Amazonas, com o seu povo, e se tem consciência da importância da manutenção e fortalecimento do Polo Industrial de Manaus para o Amazonas e a economia do Brasil.

“Se disser que tem, terá que aprovar ainda este ano a proposta de prorrogação do modelo Zona Franca de Manaus, porque em 2014, um ano político, as condições não serão nada favoráveis”, completou.

 

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