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Amazonas Energia vai processar condomínios por impedir entrada de técnicos

Amazonas Energia vai processar condomínios por impedir entrada de técnicos
Amazonas Energia vai processar condomínios por impedir entrada de técnicos

Manaus/AM - A Amazonas Energia anunciou que vai processar condomínios pela ação sistemática de impedir a entrada dos técnicos da concessionária para efetuar cortes e inspeções. De acordo com a empresa, do total de 74.987 Unidades Consumidoras (UC) cadastradas dentro de condomínio, cerca de 33%, que equivale a 24.780, estão em débito com a concessionária. Para reaver a perda, estimada em R$ 62 milhões, a empresa irá acionar, na justiça, os condomínios.

No ano passado, das 65 visitas a condomínios, os profissionais, mesmo com a identificação da empresa, foram barrados pelos porteiros em 60 residenciais. Apenas cinco clientes liberaram o acesso e efetuaram o pagamento. No primeiro trimestre de 2023, a situação foi ainda pior. A concessionária realizou 66 visitas. Em 65, os funcionários da Amazonas Energia ficaram do lado de fora porque não obtiveram autorização para entrar. Apenas um cliente atendeu os profissionais e pagou a dívida.

Segundo Ítalo Costa, gerente de Recebíveis, a empresa continuará seguindo todos os protocolos, mas intensificará o serviço de corte, agora, por meio de medida judicial.

Tentativa frustrada de corte

Nesta quarta-feira (5), uma equipe da Amazonas Energia fez a 16ª tentativa de entrar num condomínio localizado na Zona Oeste de Manaus. No residencial existiam 13 casas com contas em atraso. Um único imóvel acumula dívidas no valor de R$ 33 mil.

Segundo a concessionária, a grande maioria dos clientes deste condomínio autorizou a entrada dos funcionários da Amazonas Energia para inspeção e serviço de corte. A única negativa veio do cliente que mais deve a empresa. O condômino que não paga as contas de energia desde 2020 e tem 29 faturas em aberto, sequer conversou com os funcionários da Amazonas Energia presencialmente, que estavam no local para cortar o fornecimento.

A administração do condomínio se recusou a permitir o acesso ao local para que a empresa cortasse a energia do maior devedor, mesmo com a demonstração das ordens de serviço e identificação das equipes.

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