Início Manaus Alegando que hotel invadiu área da União, MPF mete bedelho em estacionamento do Tropical
Manaus

Alegando que hotel invadiu área da União, MPF mete bedelho em estacionamento do Tropical

Envie
Envie

 O Ministério Público Federal no Amazonas encaminhou uma recomendação para que o Tropical Hotel retire a cancela instalada na portaria e deixe de cobrar pelo acesso e permanência de veículos nos dois estacionamentos do empreendimento. O hotel, localizado na praia da Ponta Negra, zona Oeste de Manaus, utiliza de forma irregular as margens do rio Negro, área pertencente à União.


A utilização de áreas de União várzeas, praias e margens de rios federais, como é o caso do rio Negro depende de autorização da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), que informou ao MPF/AM que o Tropical Hotel está irregular perante o órgão e que não dispõe que nenhuma autorização para a cobrança pelo acesso e permanência de veículos no local.

De acordo com a apuração feita no curso do Inquérito Civil Público nº 1.13.000.000254/2012-66, que tramita no MPF/AM, o Tropical Hotel possui duas áreas de estacionamento, sendo a localizada ao sul inserida totalmente em área da União, parte em terreno marginal, parte em terreno marginal acrescido, e a localizada ao norte inserida parcialmente em terreno marginal.

"Os rios e as praias são bens de uso comum do povo, podendo ser utilizados por todos os membros da coletividade, ressalvadas as restrições e impedimentos impostos pela Administração para tutelar o interesse público", afirmam os procuradores Athayde Ribeiro Costa e Thales Messias Pires Cardoso, que assinam a recomendação.

Regularização do uso No documento, o MPF/AM recomenda ainda que, antes de utilizar as áreas do terreno marginal e praias do rio Negro para realização de qualquer evento, o Tropical Hotel consulte formalmente a SPU, solicitando autorização conforme previsto em lei, e recolha as taxas eventualmente devidas.

Além disso, o hotel deverá buscar, junto à SPU, a regularização da situação de ocupação, pelo empreendimento, de terreno marginal e praia, assim como a instalação de equipamentos no curso d'água do rio Negro, no prazo de dez dias.

A recomendação prevê prazo de dez dias para que o Tropical Hotel informe ao MPF/AM quanto ao acatamento do que foi indicado, apontando as medidas adotadas para o cumprimento. A íntegra da recomendação está disponível para consulta no site www.pram.mpf.gov.br.
 

Siga-nos no

Google News