Moradores do bairro Japiim, zona Sul de Manaus, realizaram um protesto na Avenida Tefé por conta das alagações que foram vítimas nesta madrugada. Os cerca de 300 manifestantes afirmam que nem a Defesa Civil nem Corpo de Bombeiros atenderam às ligações para registrar a ocorrência e pedir auxílio. Segundo eles, as águas do Igarapé do 40 transbordaram com o volume da chuva e acabou chegando às janelas das casas.
Durante a manifestação, foram jogarados na via eletrodomésticos (incluindo geladeiras) e móveis que foram danificados. A Defesa Civil prepara um levantamento dos prejuízos junto aos moradores e ofereceram colchões para as vítimas, que recusaram. De acordo com os manifestantes, eles pedem a finalização das obras do Prosamim no local, paralisadas há anos.
Chuva desta madrugada foi a maior do ano
Segundo a Climatempo, áreas de instabilidade tropicais se intensificaram sobre o Amazonas e de ontem para hoje provocaram muita chuva na parte norte do Estado. Nuvens bastante carregadas passaram também sobre Manaus que registrou o maio volume de chuva em 24 horas deste ano. Entre 9h de ontem e desta quarta-feira, 27, o Instituto Nacional de Meteorologia – Inmet - mediu 96 milímetros de chuva sobre a cidade. Mas quase toda a chuva caiu durante a madrugada de hoje. Até então, a chuva mais intensa deste ano havia ocorrido entre os dias 25 e 26 de março, quando choveu 71,2mm.
Depois do temporal de ontem para hoje, o acumulado de chuva em Manaus subiu para aproximadamente 388mm, superando em 29% a média normal para abril que é de 300mm. Historicamente abril é o segundo mês mais chuvoso do ano na capital amazonense.
Além de Manaus, a chuva foi forte também sobre Manacapuru, que acumulou quase 70 mm e em Itacoatiara que teve 55mm de chuva de ontem para hoje. No decorrer desta quarta-feira, há risco de chuvas moderadas a fortes em praticamente todo o norte do Brasil. Os maiores volumes de chuva à tarde e à noite devem ser acumulados sobre o Pará, o Amapá e em áreas entre o sul do Amazonas e Rondônia.
Chuvas fortes nesta época ainda são comuns em quase todo o norte do Brasil e colaboram para elevar ainda mais o nível dos rios, que desde o verão voltaram a receber chuvas regulares e cada vez mais volumosas. De acordo com os meteorologistas da Climatempo, as nuvens mais pesadas já se afastaram da região de Manaus, mas ainda passavam sobre a divisa do Amazonas e com o oeste do Pará, onde chovia forte.

