Manaus/AM - Lucas Lima, acusado de matar o indígena Melquisedeque Santos do Vale, 20, durante assalto em um ônibus de Manaus, teve pedido de prisão domiciliar negado pelo juiz Henrique Veiga.
"Embora não tenha sido o requerente quem disparou contra a vítima fatal, está claro que ele consorciou-se com pessoas armadas e assumiu o risco de resultado mais gravoso, demonstrando destemor e periculosidade, estado evidenciado que a prisão se recomenda no caso para garantia da ordem pública, como já anotado em decisões anteriores", diz um trecho da decisão.
Lucas havia feito o pedido de conversão da prisão para a domiciliar argumentando que precisava cuidar do filho, mas o juiz afirmou que não há essa necessidade. "Sendo assim, faz-se importante lembrar que não está comprovado nos autos que ele é o único esteio da criança e que a mera existência da prole não gera automaticamente o direito ao referido benefício".
Em abril deste ano, o mesmo pedido havia sido feito. A defesa alegou que um dos filhos de Lucas sofreu um acidente doméstico e estava internado com queimaduras pelo corpo. Com isso, foi pedido a prisão domiciliar, mas a solicitação foi negada pela juíza Andréa de Medeiros, da 9ª Vara Criminal de Manaus.

