Manaus/AM - Em dez meses de fiscalização focada na prevenção da Covid-19, foram fechados mais de 700 estabelecimentos e notificados 495 locais em situação irregular. Também foram impedidas a realização de 48 festas clandestinas, sendo 42 na capital e mais seis no interior do estado.
Os dados da Central Integrada de Fiscalização (CIF), foram divulgados nesta quarta-feira (28), pelo Governo do Amazonas. O balanço divulgado pela Segurança Pública (SSP-AM) considera as operações realizadas desde o dia 25 de junho de 2020 até o dia 24 de abril deste ano.
As vistorias ocorrem em diversos ambientes públicos como bares, casas noturnas, restaurantes, flutuantes, eventos clandestinos, supermercados, embarcações, academias, entre outros. Ao todo, a CIF executou 3.320 vistorias nesses locais, resultando em 774 fechamentos, 102 interdições e 495 autuações, todas na capital.
A SSP-AM informou, ainda, que 131 pessoas foram conduzidas para delegacias na capital, havendo também 215 autuações por parte do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AM). E 21 veículos e cinco embarcações foram apreendidos por descumprirem as medidas de restrição estabelecidas pelos decretos estaduais.
As vistorias da CIF são decorrentes de denúncias da população por meio do 190. Conforme a SSP-AM, em 2021, a quantidade de informes relatando irregularidades chegou a 22.768, sendo 9.700 mil somente em janeiro, mês com maior registro de denúncias. Em 2020, foram 6.523 denúncias.
Festas clandestinas
O balanço apresentado forneceu dados relacionados às festas clandestinas fechadas pela CIF, um total de 48 eventos, dos quais 42 em Manaus e outros seis nos municípios de Novo Airão, Tonantins, Coari, Manacapuru, Benjamin Constant e Iranduba. Segundo a SSP-AM, as aglomerações reuniram mais de 21 mil pessoas, sendo o Tarumã a área com maior registro de casos na capital. As operações nesses locais encaminharam 496 pessoas para delegacias.
A delegada-geral da Polícia Civil, Emília Ferraz, explicou que as fiscalizações tiveram como consequência cerca de 500 procedimentos, entre Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO) e inquéritos. Ela reforça o valor da sensibilização diante da conti nuidade de casos onde existe aglomeração de pessoas.
“O objetivo aqui é conscientização. Essa é a palavra de ordem. Conscientizar a população para que, vendo o nosso trabalho, entenda que neste momento não é possível que se mantenha as aglomerações da forma como estão acontecendo, ou o descaso no uso de proteção de máscara, álcool em gel e distanciamento social”, enfatizou Emília Ferraz.



