O Tribunal do Júri de Manaus condenou três acusados pelo massacre ocorrido em 8 de janeiro de 2017 na antiga Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, no Centro da capital amazonense. Janderson Rolin Matos, conhecido como “Passarinho”, recebeu pena de 282 anos de prisão; Ronildo Nogueira da Silva, o “Canela”, foi condenado a 36 anos; e Jones dos Remédios Martins, apelidado de “Bactéria”, a 50 anos.
Os réus foram penalizados pelas mortes de Tássio Caster de Souza, Rildo Silva do Nascimento, Fernandes Gomes da Silva e Rubiron Cardoso de Carvalho e também pelas tentativa de homicídio contra Márcio Pessoa da Silva, Anderson Gustavo Ferreira da Silva, Omar Melo Filho, Leandro da Silva Araújo, Bruno Queiroz Ribeiro e Fabiano Pereira da Silva.
O episódio foi um dos mais violentos da crise penitenciária no Amazonas e aconteceu após a reativação emergencial da unidade para receber presos transferidos do Complexo Penitenciário Anísio Jobim, palco de outra rebelião dias antes. Com a decisão, os réus passam a cumprir a execução provisória das penas, em um julgamento considerado marco na responsabilização judicial por tragédias no sistema prisional brasileiro.
