Por Mark Gleeson
ATLANTA, 7 Jul (Reuters) - O técnico do Egito, Hossam Hassan, afirmou nesta terça-feira que não vai mais assistir à Copa do Mundo, atribuindo a eliminação dolorosa de seu país do torneio contra a Argentina a erros de arbitragem.
O Egito vencia por 2 x 0 até os 34 minutos do segundo tempo do jogo pelas oitavas de final contra os atuais campeões do mundo, muito perto de conseguir uma das maiores zebras da história da Copa do Mundo, mas acabou sofrendo três gols nos minutos finais e foi eliminado.
A equipe foi desmontada no final da partida por uma reação liderada por Lionel Messi, mas Hassan insistiu que sua equipe foi superior.
“Vou para casa e não vou assistir a mais nenhum jogo do torneio”, disse ele em coletiva de imprensa. “O que aconteceu conosco não foi justo. Deveríamos ter recebido um pênalti, um gol foi anulado e não sei por que foi anulado.”
O Egito marcou um gol aos 17 minutos do segundo tempo com Mostafa Zico, mas uma revisão do VAR constatou que houve uma falta dos egípcios no início da jogada que antecedeu o gol.
Eles também reclamaram de um pênalti no final da partida após uma falta em Hamdy Fathy, e sua raiva foi agravada pelo fato de a Argentina ter partido para o contra-ataque e marcado o gol da vitória aos 48 minutos.
“Mesmo que os gols tenham surgido de erros, o maior erro é não receber o que é de direito por parte dos responsáveis pelas decisões”, disse Hassan, cuja coletiva de imprensa foi uma longa série de reclamações.
“Sou o tipo de pessoa que odeia perder. E quando é uma derrota que parece injusta como a de hoje, só posso dizer aos torcedores para não ficarem chateados. Queríamos muito dar a eles mais alegria”, acrescentou.
“Mas o que me deixou feliz foi que meus jogadores seguiram o plano de jogo em muitas ocasiões e trabalharam muito bem.”
O Egito surpreendeu ao partir para o ataque logo no início da partida, em uma surpresa tática de Hassan, que costuma jogar com uma defesa fechada e buscar oportunidades de contra-ataque.
Isso ajudou a equipe a abrir o placar logo no início, mas foram as defesas heroicas do goleiro Mostafa Shoubir que garantiram que a equipe permanecesse na frente até o intervalo.
“Estou muito, muito satisfeito com o esforço que eles demonstraram. A maioria dos nossos jogadores vem do campeonato nacional egípcio, enquanto muitos jogadores de outras seleções atuam na Europa e vivem nesse ambiente profissional”, acrescentou Hassan.
“No entanto, com jogadores predominantemente locais -- afora Mohamed Salah e Omar Marmoush --, conseguimos competir com qualquer adversário.”



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