Em uma medida drástica e raramente vista, a polícia de Israel determinou o fechamento total dos locais sagrados de Jerusalém para fiéis e visitantes neste sábado (28). A decisão, fundamentada em razões de segurança pública, transformou o cenário da cidade mais sagrada do mundo em um deserto de pedras e patrulhamento reforçado.
Desde as primeiras horas da manhã, um contingente massivo do Distrito de Jerusalém e da Polícia de Fronteira foi deslocado para pontos estratégicos. O foco principal é a Cidade Velha, onde o acesso foi severamente restringido. Segundo o comunicado oficial da Unidade de Porta-Vozes da Polícia, as forças estão em "formações reforçadas e extensas" para garantir a ordem em todas as áreas da capital.
A proibição atinge o coração das três maiores religiões monoteístas, gerando imagens impressionantes:
Judaísmo: Imagens de webcams que monitoram o Muro das Lamentações 24 horas por dia mostraram a praça completamente vazia na noite deste sábado, um contraste absoluto com o fluxo constante de orações no local.
Islã: A restrição impede qualquer reunião na Mesquita de Al-Aqsa. O fechamento ocorre em um momento crítico, durante o mês sagrado do Ramadã, período em que o local costuma receber milhares de muçulmanos.
Cristianismo: O acesso a igrejas e rotas de peregrinação na Cidade Velha também foi interrompido pelas barreiras policiais

