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Morte de Khamenei expõe legado de repressão e ditadura no Irã

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Morte de Khamenei expõe legado de repressão e ditadura no Irã
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Ali Khamenei, líder supremo do Irã por quase 37 anos, morreu neste sábado (28) após ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel contra instalações em Teerã. No poder desde 1989, ele comandava uma teocracia onde acumulava autoridade política e religiosa, com poder para vetar decisões do presidente, demitir autoridades e controlar as Forças Armadas. Seu governo ficou marcado pela concentração absoluta de poder e pela ausência de liberdades democráticas.

Ao longo de quase quatro décadas, Khamenei reprimiu duramente qualquer contestação interna. Protestos como a Onda Verde, em 2009, as manifestações contra a alta dos combustíveis em 2019 e os atos após a morte de Mahsa Amini, em 2022, foram sufocados com violência, prisões em massa, censura à imprensa e bloqueios à internet. Organizações internacionais denunciaram repetidamente execuções, perseguição a jornalistas e repressão sistemática a opositores.

No cenário externo, o aiatolá manteve postura hostil ao Ocidente e ao Estado de Israel, apoiando grupos armados no Oriente Médio e sustentando uma política de confronto que resultou em sanções econômicas severas. A economia iraniana enfrentou inflação elevada, desemprego crescente e queda nas exportações de petróleo, ampliando o descontentamento popular.

O ataque deste sábado deixou centenas de mortos e feridos, segundo autoridades iranianas, e desencadeou retaliações com mísseis contra Israel e bases americanas. A morte de Khamenei encerra um dos ciclos mais longos de poder autoritário no Oriente Médio e abre um período de incerteza sobre o futuro político de um país historicamente marcado pela falta de liberdade e pelo controle rígido do regime.

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