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Inteligência dos EUA alerta que Cuba cogita ataques de drones contra alvos americanos, diz site

Estadão

Informações de inteligência dos Estados Unidos indicam que Cuba adquiriu mais de 300 drones e começou a discutir planos para atacar a base americana na Baía de Guantánamo, navios militares dos EUA e a cidade de Key West, na Flórida, de acordo com o portal americano Axios .

Um oficial americano não identificado apontou ao site que essas informações podem se tornar um pretexto para uma ação militar dos EUA em Havana. Washington também se preocupa com a presença de militares iranianos na ilha.

O diretor da CIA, John Ratcliffe, alertou as autoridades locais em uma viagem a Cuba na quinta-feira, 14. O oficial americano disse que Havana precisava desmantelar seu governo para que as sanções sejam flexibilizadas.

Novas sanções contra Cuba podem ser anunciadas nesta semana, incluindo uma acusação do Departamento de Justiça contra o ex-presidente Raúl Castro, uma das principais lideranças cubanas, por ter supostamente ordenado a derrubada de dois aviões de um grupo de ajuda humanitária com sede em Miami em 1996.

Drones

De acordo com informações do Axios , o regime cubano vem se reforçando com drones de ataque da Rússia e do Irã desde 2023 e os armazenou em locais estratégicos da ilha.

Autoridades americanas informaram ao site americano que Havana reforçou o arsenal de drones e equipamentos militares no último mês. Além disso, as lideranças do País estariam tentando entender os erros e acertos do Irã na guerra contra os Estados Unidos.

O governo Trump ficou mais preocupado com a compra cubana depois que o regime de Teerã foi efetivo em seus ataques de drones contra países do Golfo nos últimos meses e contribuiu para manter o Estreito de Ormuz fechado.

Oficiais americanos também estão cientes de que soldados cubanos lutaram na Rússia em sua guerra na Ucrânia e informaram as autoridades locais sobre a eficácia dos drones.

Ameaça

Washington não enxerga Cuba como uma ameaça iminente, mas avalia que as autoridades da ilha têm discutido planos de guerra com drones caso as relações entre os dois países se deteriorem.

Autoridades americanas avaliam também que Cuba não tem capacidade de fechar o Estreito da Flórida da mesma forma que o Irã paralisou a passagem estratégica de Ormuz, mas Washington não se sente confortável com a proximidade entre o território cubano e o Estado da Flórida.

Diálogo

Oficiais em Havana temem uma operação militar similar à que ocorreu em janeiro, quando os EUA capturaram o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, em Caracas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já disse diversas vezes que irá "tomar Cuba", mas destacou que os dois países estão tentando chegar a um acordo.

"Cuba está pedindo ajuda e nós vamos conversar!", disse Trump, na terça-feira, 12.

Nos últimos quatro meses, Washington manteve um bloqueio quase total ao fornecimento de petróleo para a ilha, agravando significativamente as condições econômicas de sua população.

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