Em pré-campanha para a Câmara dos Federais pelo MDB no Amazonas, o ex-prefeito de Manaus e ex-senador Arthur Virgílio Neto defendeu publicamente a necessidade de o Brasil superar a polarização política e retomar uma agenda de planejamento de longo prazo. Para o ex-parlamentar, a divisão extremista do debate público impede o país de avançar em direção a um projeto nacional consistente.
Para Arthur, a polarização atual transformou a política em um cenário de conflito permanente, anulando a complexidade da sociedade brasileira.
"O Brasil é um país múltiplo, um grande país cultural. O que não podemos aceitar é transformar a diferença em ódio e a política em uma guerra permanente," afirmou.
O ex-senador ressalta que a divergência de opiniões é um pilar da democracia, lembrando que discordar de um governo não significa ser inimigo da nação — um princípio que, segundo ele, guiou sua atuação parlamentar e seus mandatos à frente da Prefeitura de Manaus, onde priorizou parcerias administrativas em detrimento de barreiras partidárias.
Em sua avaliação, o maior desafio do país é redirecionar o foco das disputas eleitorais imediatas para a construção de um planejamento de futuro de 10 a 30 anos. Essa agenda estratégica, segundo o político, deve englobar:
Educação, saúde e segurança como bases de desenvolvimento social;
Responsabilidade fiscal equilibrada com inovação tecnológica e fortalecimento industrial;
Defesa intransigente da Zona Franca de Manaus e um novo olhar para a Amazônia.
"O Brasil precisa parar de olhar para a Amazônia apenas como um problema ambiental. A Amazônia é parte da solução brasileira. Precisamos proteger a floresta, mas também gerar riqueza, emprego, conhecimento e qualidade de vida para quem vive aqui," destacou.
Concluindo sua reflexão, Arthur defende que o país mude o eixo de suas escolhas políticas: "O Brasil não pode ficar condenado a escolher quem é contra quem. Precisamos começar a escolher a favor de quê: do desenvolvimento, da democracia, da Amazônia, da liberdade e do emprego."



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