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O que esperar de Maria ou Omar? Que um deles tire o Amazonas da postura defensiva

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Por Holanda
07/10/2026 22h25 — em Coluna do Holanda

Sempre que o Brasil discute a Constituição ou a reorganização do Estado, o Amazonas precisa ocupar lugar central nesse debate.

Durante décadas, o Amazonas acostumou-se a reagir sempre que a Zona Franca de Manaus ou a BR-319 passaram a ser objeto de questionamentos. Essa postura defensiva já não basta.

Se o país caminha para um novo ciclo de reformas estruturais, o Estado não pode permanecer à margem da discussão, aguardando que seus interesses sejam alcançados para somente então mobilizar sua representação política.

O desafio do segundo turno entre Maria e Omar vai muito além da administração cotidiana. O próximo governador precisará representar o Amazonas em um ambiente institucional que poderá discutir mudanças fiscais, reformas constitucionais e novas prioridades para o desenvolvimento nacional.

O eleitor tem o direito de conhecer não apenas compromissos de campanha, mas a estratégia que permitirá ao Estado participar dessas decisões desde sua origem.

Como dissemos neste mesmo espaço, a Zona Franca de Manaus não constitui apenas um regime tributário diferenciado. Ela integra a ordem constitucional brasileira e expressa uma política nacional de desenvolvimento regional, integração da Amazônia, preservação ambiental e afirmação da soberania sobre uma das regiões mais estratégicas do país.

O segundo turno oferece uma oportunidade que raramente se apresenta. Mais do que revisitar administrações passadas ou prolongar os embates do primeiro turno, a campanha pode finalmente discutir qual será o papel do Estado no Brasil das próximas décadas.

Constituições podem ser modificadas. Políticas econômicas mudam. Maiorias parlamentares se renovam. O que não pode permanecer inalterado é a postura do Estado diante desses fatos.

O Amazonas precisa redobrar sua vigilância quanto aos seus interesses.

As discussões nacionais sobre reformas constitucionais, ajuste fiscal e reorganização da máquina pública deixam de ser temas exclusivos de Brasília para alcançar diretamente uma unidade da Federação cuja principal política de desenvolvimento encontra proteção na própria Constituição.

É nesse contexto que a campanha eleitoral de segundo turno precisa amadurecer.

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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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