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Petroleiros iniciam greve na Petrobras, que aciona equipes para evitar impactos

Petroleiros iniciam greve na Petrobras, que aciona equipes para evitar impactos
Petroleiros iniciam greve na Petrobras, que aciona equipes para evitar impactos

Por Marta Nogueira e Fabio Teixeira

RIO DE JANEIRO/RIO DE JANEIRO, 15 Dez (Reuters) - Trabalhadores da Petrobras iniciaram nesta segunda-feira uma greve nacional por tempo indeterminado, em meio a uma disputa relacionada ao acordo coletivo de trabalho, mas até o momento não foram registrados impactos na produção de petróleo e derivados, de acordo com a companhia.

Geralmente, durante greves, trabalhadores passam operações para equipes de contingência da petroleira, de modo a evitar impactos operacionais em refinarias e plataformas de petróleo. Quando a paralisação dura poucos dias, dificilmente há impactos de produção.

"A empresa adotou medidas de contingência para assegurar a continuidade das operações e reforça que o abastecimento ao mercado está garantido", disse a Petrobras, em nota, pontuando que respeita o direito de manifestação dos empregados.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) afirmou que a paralisação teve início ainda de madrugada com a entrega da operação das plataformas do Espírito Santo e do Norte Fluminense às equipes de contingência da empresa, além da adesão integral dos trabalhadores do Terminal Aquaviário de Coari, no Amazonas.

Já às 7h da manhã, a FUP informou que seis refinarias vinculadas a ela não realizaram a troca de turno -- procedimento em que não ocorre a passagem formal da operação para a equipe seguinte, impedindo o revezamento regular e exigindo o acionamento de contingência, conforme os protocolos de segurança.

A situação ocorre nas refinarias Regap (Betim/MG), Reduc (Duque de Caxias/RJ), Replan (Paulínia/SP), Recap (Mauá/SP), Revap (São José dos Campos/SP) e Repar (Araucária/PR), reforçando o caráter nacional e unitário da greve, segundo a FUP.

A estatal destacou que está em processo de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho desde o final de agosto deste ano. Na última terça-feira, a companhia apresentou mais uma proposta, que segundo a empresa contempla "avanços aos principais pleitos sindicais".

"A Petrobras segue empenhada em concluir a negociação do acordo na mesa de negociações com as entidades sindicais."

A FUP, por outro lado, afirmou que os trabalhadores apresentaram uma pauta há mais de três meses e os três eixos centrais seguem sem resposta: a distribuição justa da riqueza gerada pela Petrobras, o fim dos Planos de Equacionamento de Déficits (PEDs) da Petros e o reconhecimento da pauta do Brasil Soberano, com a suspensão de desinvestimentos e demissões no setor de E&P.

"O primeiro dia da greve nacional da categoria petroleira já demonstra um movimento muito forte em todos os Estados do país", disse em nota o diretor-geral da FUP, Deyvid Bacelar, pontuando que além da adesão de plataformas e refinarias, há movimentos em terminais de processamento de gás e bases administrativas.

Paralelamente à greve, aposentados e pensionistas seguem, pelo quinto dia consecutivo, em vigília em frente ao Edisen, edifício-sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, acrescentou a FUP.

(Por Fábio Teixeira e Marta Nogueira)

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