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Ibama deverá autuar Petrobras por vazamento de fluido na Foz do Amazonas, diz presidente

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Ibama deverá autuar Petrobras por vazamento de fluido na Foz do Amazonas, diz presidente
Ibama deverá autuar Petrobras por vazamento de fluido na Foz do Amazonas, diz presidente

Por Ricardo Brito

BRASÍLIA, 6 Fev (Reuters) - O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) deverá autuar a Petrobras em razão do vazamento de um fluido de perfuração do poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas, disse o presidente do órgão, Rodrigo Agostinho.

"Deverá gerar um auto de infração", afirmou ele, em entrevista à Reuters.

Ele não soube quantificar qual valor poderia alcançar a infração em desfavor da estatal petrolífera.

"É o que acontece sempre, a equipe deve estar fechando a análise do relatório agora, acho que questão de alguns dias, esta semana", acrescentou ele.

Procurada, a Petrobras não comentou o assunto imediatamente.

A região onde a Petrobras realiza o trabalho exploratório para encontrar petróleo e gás é tida como a de maior potencial para abrir uma nova fronteira de produção, pois compartilha a mesma geologia com a vizinha Guiana, onde a ExxonMobil está desenvolvendo grandes campos de petróleo.

Segundo Agostinho, a Petrobras entregou ao Ibama no início da semana um relatório sobre o vazamento do fluido de perfuração no poço, na costa do Amapá. O vazamento ocorreu no dia 4 de janeiro.

Nesta semana, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou a Petrobras a retomar a perfuração do poço, que havia sido paralisada no início do ano devido a um vazamento, segundo documento visto pela Reuters.

Inicialmente, a estatal previa concluir as atividades no poço em aproximadamente cinco meses.

O presidente do Ibama disse que o relatório da Petrobras era o dado que faltava para o órgão ambiental fechar a análise.

Segundo ele, o Ibama é muito rigoroso na concessão desse tipo de licenciamento de exploração porque, embora acidentes aconteçam, os planos de gerenciamento são feitos para "reduzir ao máximo a possibilidade da ocorrência desse tipo de situação".

"É aquela coisa, você tem o extintor na parede, mas não quer que tenha um incêndio", comparou ele, ao avaliar que a região da Foz do Amazonas é "mais sensível" porque, mesmo estando em alto mar, tem áreas de corais e manguezais na costa.

"Enquanto não tinha uma estrutura lá, tiveram que montar uma megaestrutura lá no Oiapoque, o Ibama não autorizou (a exploração). A licença só saiu depois de tudo isso e a gente ainda exigiu testar o plano (de contingência) deles várias vezes", destacou.

O presidente do Ibama citou que a Petrobras é a autuada número 1 do órgão ambiental, "normalmente por causa de pequenos incidentes".

O vazamento do fluido gerou protestos de ativistas e organizações indígenas locais, que há anos alertam sobre o impacto potencial que a exploração de petróleo pode ter nos ecossistemas marinhos e costeiros da região.

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