A atriz Fernanda Nobre vive um relacionamento aberto com o diretor José Roberto Jardim. Em entrevista ao programa Conversa com Bial, nesta quarta-feira, 18, ela falou sobre a experiência, que é considerada um tabu para muitos casais.
Ela contou que, enquanto estudou sobre a evolução das mulheres na humanidade, descobriu que a monogamia não era algo natural, mas social e culturalmente construído. Para ela, muitas vezes, o amor romântico é uma idealização utilizada para manipular mulheres.
"Mesmo com tudo que a gente conquistou, ainda vendem a ideia de homem amado que esperamos para salvar nossa vida. Isso vai na contramão desse caminho da contemporaneidade que defende a individualidade. A gente continua relacionando o sexo ao amor", opinou.
"Eu comecei a falar sobre isso publicamente como uma forma de despertar as mulheres, informá-las de que muito do que nós somos é compulsório. Ficamos repetindo um padrão sem questionar se é isso que queremos. E aí eu estou falando de heterosexxualidade, maternidade, monogamia e o amor romântico", afirmou.
Fernanda explica que toda relação é regida por códigos e na aberta cada um cria o seu. "Trair é uma palavra que não faz parte do meu vocabulário", exemplificou, "ninguém trai ninguém no meu pacto, a gente vivencia experiências e tem uma lealdade a nós dois."
A atriz ainda comentou os impactos do isolamento social nos relacionamentos. "A pandemia fez aumentar o diálogo. Tudo é em prol do diálogo e da liberdade. Se eu quero liberdade, eu tenho que dar pro outro e é preciso dialogar sobre isso", disse.

