Oruam vira réu por tentativa de homicídio contra policiais
A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) e tornou réu o cantor Oruam, de 24 anos, por tentativa de homicídio, após lançar pedras contra dois policiais civis na madrugada de 22 de julho. As vítimas, Moyses Santana Gomes e Alexandre Alves Ferraz, estavam nas imediações da residência do artista cumprindo um mandado de busca e apreensão. Além de Oruam, Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira, amigo do cantor também virou réu.
De acordo com o MP, sete pedras foram arremessadas de uma altura de 4,5 metros, pesando entre 130 gramas e 4,85 quilos. Os peritos concluíram que o impacto gerado por esses objetos poderia ultrapassar 9000 N, valor muito acima do necessário para causar fraturas cranianas — o que, segundo a denúncia, reforça o risco real de morte.
A juíza Tula Correa de Mello, do III Tribunal do Júri da Comarca da Capital, acolheu a denúncia do MP e decretou a prisão preventiva de Oruam e dos demais envolvidos. Para a magistrada, a repetição dos ataques demonstra a intenção de ferir, mesmo diante da clara letalidade das ações. Ela destacou ainda o papel negativo que o comportamento do cantor pode exercer sobre seus seguidores. "O acusado Mauro, conhecido artisticamente como Oruam, é uma figura pública com influência sobre jovens, podendo levá-los a crer que agredir agentes de segurança seja uma conduta aceitável e impune", escreveu na decisão.
Ainda segundo a magistrada, atitudes como a do cantor contribuem para distorcer valores sociais e gerar descrédito nas operações policiais, como a que visava apreender o adolescente conhecido como "Menor Piu", suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas. Após a prisão do menor, Oruam e outras sete pessoas teriam corrido até a sacada e lançado pedras contra os policiais, forçando-os a se abrigarem na viatura.
Além dos ataques físicos, o artista também utilizou as redes sociais para incitar os seguidores contra a polícia. O MP acusa os envolvidos de agir de maneira consciente e deliberada, assumindo o risco de provocar a morte dos agentes.
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