Bruno Krupp admitiu que estava pilotando a sua motocicleta em alta velocidade, a mais de 100km/h, quando atropelou e matou João Gabriel Cardim Guimarães, de 16 anos, no Rio de Janeiro.
Em depoimento à 4a Vara Criminal do Rio, segundo o G1 ele alegou que estava respeitando a sinalização e que ao avistar os pedestres, achou que teria como não atingi-los jogando a moto para a direita. Foi quando ele bateu no adolescente.
A velocidade máxima permitida na via é de 60km/h.
A mãe de João Gabriel, Mariana Lima, também foi ouvida e afirmou que ela e o filho saíram de uma festa e resolveram ir passear na praia. Mas ao atravessarem a rua, ela viu "um vulto" passar e arrastar o filho.
Assim que foi atingido, o adolescente ainda estava lúcido e não percebeu que tinha tido a perna arrancada pela moto de Bruno. João Gabriel morreu logo após chegar ao hospital.
Além da mãe e de Bruno, três testemunhas de acusação foram ouvidas pelo juiz: um motorista que viu o acidente, o garçom de um quiosque que arrumou uma caixa com gelo para resguardar a perna de João caso houvesse uma cirurgia se ele sobrevivesse, e o policial que registrou a ocorrência — que afirmou que Bruno estava na moto sem placa e sem habilitação.
Três testemunhas de defesa se manifestaram afirmando que ele tinha experiência dirigindo motos.
Bruno não respondeu a algumas perguntas. Ele pediu desculpas à mãe e à família de João Gabriel. O modelo afirmou que só soube da morte dias depois, enquanto estava internado em um hospital no Rio.

