A Justiça de São Paulo determinou o bloqueio e a apreensão do passaporte do empresário Celso Henrique de Oliveira Yamashita, acusado de crime de racismo contra a atriz Taís Araújo em 2022.
Tudo começou após a divulgação de um vídeo em que a atriz criticava o então presidente Jair Bolsonaro. Yamashita escreveu em um grupo de WhatsApp de um condomínio em São José do Rio Preto, em São Paulo: “É uma infeliz. Maldita Princesa Isabel.”
Indignado, um morador encaminhou a mensagem ao Ministério Público, que solicitou investigação policial. Durante o inquérito, a defesa alegou que a frase não passava de uma “brincadeira” em tom de humor.
O advogado Mamede Neto afirmou em petição que a denúncia era um exagero e classificou o morador que apresentou a queixa como “alguém desocupado”. O defensor também disse que seu cliente estava disposto a se retratar no grupo de mensagens.
Apesar da justificativa, em julho de 2023 a juíza Maria Letícia Buassi aceitou a denúncia do MP e abriu processo criminal contra o empresário, que já possui condenação definitiva por homicídio cometido em 1993, de acordo com o colunista Rogério Gentile, do Uol.
Desde então, a Justiça não conseguiu citá-lo pessoalmente. Segundo o promotor Fábio Miskulim, Yamashita estaria em “local incerto e não sabido”, mas haveria indícios de que ele viaja com frequência ao Japão. Diante disso, o Ministério Público solicitou o bloqueio do passaporte para impedir que ele deixe ou retorne ao Brasil sem ser localizado.
Segundo o colunista, o pedido foi aceito pelo juiz Eduardo Albuquerque, que também determinou que a restrição alcance documentos emitidos com o novo nome do acusado: Musashi Henrique de Oliveira Yamashita.

