2 Mai (Reuters) - O governador mexicano do Estado de Sinaloa, Ruben Rocha, disse na noite de sexta-feira que deixaria o cargo, dias após os Estados Unidos o acusarem de envolvimento com o poderoso Cartel de Sinaloa.
Embora tenha dito que se afastaria temporariamente do cargo, Rocha afirmou, em uma declaração emitida pelo governo de Sinaloa, que as alegações contra ele eram falsas e mal-intencionadas.
"Posso olhar meu povo e minha família nos olhos, porque não os traí e nunca os trairei, e demonstrarei isso com firmeza no momento em que as instituições de justiça de nosso país exigirem", disse.
Rocha pertence ao partido governista Morena.
O Departamento de Justiça dos EUA acusou Rocha e outras autoridades do Morena de conspirar com líderes do Cartel de Sinaloa para enviar grandes quantidades de narcóticos aos EUA, em troca de apoio político e subornos. A acusação colocou a presidente do México, Claudia Sheinbaum, em uma posição política difícil.
O Departamento de Justiça dos EUA, a Embaixada dos EUA na Cidade do México e o governo do Estado de Sinaloa não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.
(Reportagem de Lizbeth Diaz e Laura Gottesdiener; reportagem adicional de Preetika Parashuraman em Bengaluru; texto de Daina Beth Solomon)



