Gilsinho, intérprete da Portela, morreu nesta terça-feira (30), aos 55 anos, em decorrência de complicações após uma cirurgia bariátrica realizada na última semana. Segundo amigos, ele teve alta no sábado (27) e começou a apresentar problemas a partir de segunda-feira. A Portela decretou luto de três dias em homenagem ao cantor, que estava na escola desde 2006.
Conhecido pela voz potente e carisma, Gilsinho emocionou o público em desfiles que homenagearam Milton Nascimento, Clara Nunes e Xangô, além de ter sido campeão em 2015 pela Vai Vai, em São Paulo. Filho de Jorge do Violão, integrante da Velha Guarda da Portela, ele também defendia a Tom Maior, na capital paulista, e era considerado um dos maiores ícones da escola.
Diversas instituições e personalidades lamentaram a morte. A Liesa disse que sua trajetória ficará eternizada na história do samba, e o prefeito do Rio, Eduardo Paes, afirmou: “O ‘maestro vocal’ da nossa Portela nos deixou de maneira inesperada hoje. Gilsinho vai fazer muita falta ao carnaval carioca!”. Outras escolas como Salgueiro, Mocidade e Paraíso do Tuiuti também expressaram pesar.

