‘Estou sendo injustiçado’, diz Medina sobre Yasmin Brunet ser vetada em Tóquio

Por Portal do Holanda

27/06/2021 9h19 — em Famosos & TV

Foto: Reprodução/Instagram

Gabriel Medina está revoltado com o fato da mulher, Yasmin Brunet, ter sido vetada pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) a viajar como membro da equipe do surfista.  Ele afirmou, em entrevista ao jornal O Globo, que Yasmin é responsável pela sua estatística, nutrição e apoio mental.

O surfista nº 1 no mundo afirmou que no mundo do surfe, os atletas não se prendem à formação acadêmica para montar a equipe.

“Estou me sentindo injustiçado porque nominei meu estafe, que é direito do atleta, segundo o que o COB falou. Eu poderia levar uma pessoa. E escolhi a Yasmin como meu estafe e não como minha esposa. Ela é meu estafe oficial desde o início do ano e, por acaso, minha esposa. Inclusive ela tem funções técnicas que já foram especificadas ao COB.  Eu a nominei e não estou sendo respeitado. Enquanto isso, todos os outros surfistas estão levando quem eles nomearam. Tatiana levará o marido e o Ítalo, um amigo. Eles estão certos. Escolheram pessoas que estão ali no dia-a-dia ajudando e trabalhando de alguma forma. Esse é meu melhor ano, estou liderando o ranking mundial e nunca tive tantos bons resultados seguidos. De seis campeonatos, fiz cinco finais. Não quero tirar vantagem nenhuma como já disseram por aí. Não acho que o COB me deu uma justificativa plausível.”.

O COB afirma que devido à pandemia, o número de credenciados reduziu e disse que  “apenas profissionais da área técnica com experiência comprovada poderiam ser credenciados”, além de ter afirmado que trata o assunto diretamente com o atleta. 

Medina explica que mudou a equipe do ano passado para lá, e que Yasmin é o primeiro lugar na sua prioridade para acompanhá-lo. Foi dito que eu poderia escolher duas pessoas mas, por causa da pandemia, reduziram para uma. Há mais ou menos um ano, enviei os nomes do meu estafe porém esses nomes mudaram. Não trabalho com as mesmas pessoas. Pedi para colocar o nome da Yasmin. O Andy King, que foi meu treinador na perna australiana do tour, tornou-se uma opção e enviamos toda a documentação dos dois. Mas, ele não é do meu estafe fixo. Me falaram que a Yasmin não poderia ir porque precisaria ter cargo de "coach" ou "técnico". A Yasmin sempre foi minha primeira opção, depois que parei de trabalhar com o Charles (padrasto). Pensei no Andy se fossem duas vagas. Se pudesse levar dois, eu levaria os dois.”.

O surfista explicou o que Yasmin faz exatamente como estafe: “Ela filma meus treinos. Filma minhas baterias durante a competição. Filma meus adversários também quando estão na água. Faz análises estatísticas das baterias, faz minhas análises estatísticas também. Ela me ajuda a criar estratégias mentais durante a competição, me dá todo o suporte psicológico e também nutricional. É a Yasmin a responsável por cuidar da minha alimentação durante as competições. Além de tudo isso, me ajuda com a logística. Com isso, fico livre para pensar apenas no surfe. Ela possui sim funções e o COB irá me prejudicar muito.”.

O atleta voltou a ressaltar que outros surfistas levam amigos pessoais ou no caso de uma, o marido, especificou quais estatísticas Yasmin Brunet elabora, e se preocupou de não levar a amada para a competição que ele pode trazer a medalha de ouro ao Brasil.

O surfista se revolta pelo fato de cobrarem uma formação acadêmica de Yasmin Brunet, e que precisa da mulher no momento delicado pelo qual anda passando.

“Acho que ela tem a expertise necessária que preciso. Não é pré-requisito ter formação acadêmica para integrar um estafe do surfe. Assim como o Charles não tinha formação nenhuma. E ele foi meu estafe durante anos e sempre deu certo. Na parte psicológica, apesar de a Yasmin não ser formada em psicologia, ela me ajuda bastante. Estou passando por um momento complicado na minha relação familiar, e essa é uma função importantíssima pra mim neste momento. Ainda mais no surfe, que é um esporte que tenho que estar bem mentalmente e psicologicamente. E além disso, ter formação acadêmica não foi um pré-requisito apontado pelo COB. Então por que estão perguntando a formação da Yasmin?”, afirmou.

O surfista também explicou porque prefere levar Yasmin do que o seu técnico.  “Porque é a pessoa com quem me sinto bem e confortável para poder competir. Como foi com o meu padrasto vários anos. Sempre me perguntaram: "Por que você não contrata um coach que surfa, que tem experiência com o surfe?" O Charles não tem formação e no final era o cara com quem me sentia bem. Tínhamos um método de trabalho e eu me sentia tranquilo em competir e viajar com ele aonde fosse. Quem treina, quem surfa, na hora do trabalho ali, sou eu e eu me sinto completo mentalmente com uma pessoa que está ali para me ajudar em tudo. Não deveriam seguir padrão. Cada um tem um jeito de funcionar... Eu sou assim. Funcionei bem durante anos com o Charles e agora estou funcionando bem com a Yasmin.”.

Gabriel afirmou que está sendo muito prejudicado e injustiçado. ‘Já está me prejudicando porque eu não queria que isso fosse uma questão. Está sendo um desgaste enorme brigar pelos meus direitos. E corro o risco de ser o único surfista brasileiro a ir sem o estafe.”.


O Portal do Holanda foi fundado em 14 de novembro de 2005. Primeiramente com uma coluna, que levou o nome de seu fundador, o jornalista Raimundo de Holanda. Depois passou para Blog do Holanda e por último Portal do Holanda. Foi um dos primeiros sítios de internet no Estado do Amazonas. É auditado pelo IVC e ComScore.

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