Por Raimundo Holanda
A jornalista Baby Rizzato está há 40 anos com o seu programa no ar. Vem dos tempos da TV preto e branco. Se nessas quatro décadas a tv mudou, virou colorida e passou a ter imagens em HD, Baby acompanhou essa evolução. É uma menina de 50 e poucos anos, com ar faceiro, elegante e orgulhosa. Quem a conhece aponta uma virtude e um defeito: é viciada. Em jornalismo, que aprendeu a exercitar com ética e responsabilidade.
Depois de tantos anos, a Assembleia Legislativa do Amazonas resolveu homenageá-la, por entender que Baby é mais do que uma jornalista: ela entrou na vida das pessoas que admiram seu profissionalismo, sua sinceridade, a forma como transmite entretenimento e informação.
Não vivemos na melhor cidade da América do Sul, como diz a música Baby (letra de Caetano Veloso), interpretada por Ritta Lee e que leva o nome de Baby, mas pensamos convidar a jornalista para ouvir "aquela canção do Roberto", dizer que "vai tudo azul, tudo em paz". Falar da vontade de colocar "na minha camisa "Baby , Baby, I love you".
Baby não aceitaria tomar um sorvete. Ela é orgulhosa... Fiz algumas perguntas a Baby. Veja o que ela respondeu.
Holanda - Você ficou surpresa ao receber a informação de que seria homenageada pela Assembleia Legislativa? Que importância você atribui a uma honraria como essa?
Baby - Não é a primeira vez que o Legislativo me presenteia com homenagens assim. Da primeira vez fiquei sem entender direito o porque da escolha. Mas pensando de cabeça fria, e sem apelar para a falsa modéstia, merece medalha neste país quem exerce sua profissão de mãos limpas, de maneira digna, sem jabás, sem caixa dois. O que deveria ser regra, hoje é exceção. Medalha pra mim, graças ao reconhecimento e a generosidade do deputado marcos Rotta.
Holanda - Você apresenta um programa de TV que vem resistindo ao longo de várias décadas , o que é admirável, uma vez que, nesse mesmo período, outros programas apareceram e sumiram. Tem algum segredo?
Baby - Não há segredo. Há honestidade de propósito. Sou uma mulher que faz Feira, anda nas ruas esbarrando com bancas de camelôs, fica indignada com os politicos mentirosos, acha absurdo o preço da passagem dos cacarecos a que chamam de ônibus. E é isso que eu conto no programa. Minha vida, que se mistura a vida da cidade. Sem truques, sem vitrines. O povo gosta de quem sabe falar a lingua da revolta.
Holanda - Como é a sua rotina de apresentadora de televisão e de colunista? Você casou mesmo com o jornalismo ou o jornalismo se tornou um vício que não consegue largar?
Baby - Só casei uma vez na vida...oficialmente. O jornalismo é uma espécie de amante, que a gente só encontra para dar e receber prazer. E pode ser um vício também, que não faço a mínima questão de abandonar, porque me faz um bem enorme, Então...
CLIQUE E VEJA AQUI, a homenagem da Assembleia Legislativa a Baby Rizzato.

