Lucinha Lins relembrou as experiências sobrenaturais nos bastidores da novela ‘A Viagem’ em 1994. A atriz interpretou Estela que tinha uma conexão de telepatia com a irmã Diná, vivida por Christiane Torloni.
Ela relembrou de uma cena que gravou com Torloni e as falas não estavam no roteiro em um período que ficaram ‘fora de si’.
"Mexemos com uma energia muito forte nesta novela, que era sentida nos bastidores. Tem atores que entraram céticos e saíram dizendo que tinha alguma coisa que precisava ser estudada ali. Volta ou outra, havia uma sensibilidade em todos nós de uma energia pesada ou muito alegre e positiva. Eu me lembro de uma cena boba, de três ou quatro frases em que a Estela entrava com uma bandeja de chá e servia a Diná, que estava sentada no sofá. Era uma cena de meia página (do roteiro). Quando entrei, a Chris saiu do sofá, escorregou e se sentou no chão. Até aí tudo bem. Eu botei a bandeja em cima da mesa de centro, me sentei no chão e comecei a servi-la. Começamos a cena com as falas normais, mas do nada desenvolvemos um diálogo que não estava escrito. Uma cena de meia página se transformou em uma página e meia. Conversamos pertinente a cena, mas um texto que não estava escrito e fechamos a cena tomando chá, como previsto. Veio uma voz da direção: 'Posso cortar?'. Olhamos uma para a outra se entender nada. Fizemos uma cena que não sabíamos que tínhamos feito”, contou em entrevista exclusiva à Quem.
Lucinha também disse que durante a cremação do personagem de Guilherme Fontes sentiram uma energia sobrenatural. A cena era idêntica a perda do filho de Cristiane Torloni, que morreu aos 12 em um acidente de carro.
"O Alexandre foi cremado e o filho da Chris faleceu menino em um acidente e também foi cremado. Foi uma cena duríssima de fazer. Todos nós estávamos de coração partido, sabendo que a Christiane estaria revivendo um momento duríssimo da vida dela. Não pergunte como, mas dentro do estúdio fechado, com ar refrigerado ligado, entrou uma borboleta amarela voando bem na hora em que a gente ia começar a gravar. Ela posou na ponta do caixão, na frente da Christiane. Tivemos que parar a cena. Essa borboleta rondou a Christiane várias vezes e pousou nela, que teve uma crise de choro atrás do cenário. Todos chorávamos pela cena em si e pelo que o nosso coração estava sentindo pelo que a Christiane estava vivendo. Essa borboleta foi de uma delicadeza. Foi um alento para todos nós", recordou.

