A pressão sofrida por Neymar na Copa do Mundo de 2018, que resultou até em choro após ele marcar contra a Costa Rica, virou uma preocupação na seleção brasileira. Para ajudar o craque a lidar melhor com as críticas e tudo que o Mundial da Rússia tem trazido ao camisa 10, Ronaldo Nazário se tornou uma espécie de “psicólogo” conselheiro do jogador do Paris Saint-Germain.
Conforme o jornal espanhol “Marca”, o Fenômeno tem tido várias conversas privadas com Neymar durante a competição, principalmente na véspera dos jogos. As conversas por telefone são diárias, e o ex-jogador vai sempre à concentração da seleção para visitar o camisa 10.
“O ritual foi o mesmo antes da partida contra Suíça e Costa Rica. O mítico 9 do Brasil cumprimenta toda a seleção e depois fica em separado com Neymar, com quem também fala diariamente por telefone e quem ele acompanhou de perto quando se machucou, no mês de março", diz o jornal.
Ele foi um dos primeiros a ir a casa do craque no Rio de Janeiro, depois que ele foi operado, e seguiu sua recuperação até o último momento. Segundo o Marca, esta aproximação ocorreu "porque o Ronaldo é amigo e porque ama a seleção brasileira. E ele sabe que o jeito de colocar a sexta estrela na camiseta é ter Neymar 100%”.
O jornal espanhol conta ainda que o pai e empresário de Neymar, Neymar Silva Santos, participou da primeira reunião entre o camisa 10 e Ronaldo. Ele não apareceu durante as primeiras três semanas de preparação porque queria que o filho se concentrasse apenas na recuperação, mas agora começa a visitar regularmente o hotel do Brasil.
O "Marca" publicou ainda que o Fenômeno teria uma credencial de delegação. A CBF negou essa informação e disse que o ex-camisa 9 tem o mesmo passe que as famílias dos jogadores possuem. Disse ainda que não houve visita à concentração antes do duelo com a Costa Rica, apenas na estreia, contra a Suíça.
Ainda segundo o diário espanhol, Ronaldo é o grande apoio de Neymar porque passou por situações muito parecidas com as que o jogador do PSG vive agora. Em 1998, um ataque de ansiedade na véspera da final contra a França o deixou praticamente fora de combate. Ele tinha 22 anos e a pressão estava nele. Em 2002, foi para Coreia do Sul e Japão depois de sua primeira lesão no joelho... e acabou vencendo a Copa do Mundo. Ronaldo foi também o artilheiro da competição, apesar de criticado no começo, como acontece agora com Neymar.

