SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A edição de 2026 do Campeonato Paulista foi anunciada sem que a competição tenha, até o momento, um patrocinador de naming rights. A ausência desse acordo pode impactar diretamente na distribuição das cotas destinadas aos clubes participantes do próximo Estadual.
DEBATE ENTRE DIRIGENTES
Inicialmente, existe a previsão de uma redução de até 25% nos valores pagos às equipes em 2025.
O cenário, no entanto, ainda pode mudar caso a Federação Paulista de Futebol (FPF) consiga firmar parceria com uma empresa para assumir o nome do campeonato e contribuir com a composição do montante a ser repassado aos times.
Na edição deste ano, Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo receberam igualmente R$ 44 milhões cada. As demais equipes ganharam quantias menores.
Além da cota fixa, também houve repasse atrelado ao desempenho.
O campeão Corinthians, por exemplo, arrecadou R$ 54 milhões valor que inclui R$ 5 milhões de premiação pela conquista e outros R$ 5 milhões provenientes de ações de marketing.
REBAIXAMENTO GERA DIVERGÊNCIAS EM REUNIÃO
Embora a possibilidade de alguns clubes do interior não enfrentarem os grandes em casa tenha causado certo desconforto, o principal impasse da reunião entre as equipes e a FPF foi a definição do critério de rebaixamento.
A proposta da federação de rebaixar apenas os dois últimos colocados na classificação geral gerou ampla discordância.
Na visão de parte dos clubes, esse formato cria desvantagens, já que a competição não será disputada em sistema de "todos contra todos".
Foram apresentadas alternativas, como a realização de um quadrangular entre os quatro últimos colocados para definir os rebaixados ou uma disputa em formato mata-mata para determinar o descenso. Nenhuma dessas propostas, porém, avançou.

