RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) - Início surpreendente, com direito à liderança, que fez os holofotes se voltarem para São Januário e batizarem até mesmo o estilo de jogo de "Ramonismo". A boa fase do Vasco no Campeonato Brasileiro foi pulverizada a partir de setembro e agora o técnico Ramon Menezes vive o dilema entre um esquema que já pode estar "manjado" e as alternativas que, até o momento, foram frustradas. E essas dúvidas do Vasco entram em campo nesta quarta-feira (7), às 19h15, contra o Bahia, no estádio Pituaçu, em Salvador (BA), pela 14ª rodada do Brasileirão. Quando emplacou vitórias e ocupou as primeiras posições na tabela, o treinador adotou uma estratégia em que o lateral esquerdo Henrique era quase que um terceiro zagueiro, desobrigando um pouco Talles Magno das funções defensivas e liberando o lateral direito Yago Pikachu para os avanços. No meio, contava com Fellipe Bastos em boa fase e fazendo gols, além da espinha dorsal com Andrey e Benítez. Na frente, o inspirado Cano balançava as redes seguidamente. Com o passar do tempo, porém, os adversários neutralizaram o esquema e jogadores caíram de rendimento, casos, principalmente, de Pikachu e Bastos. Após a goleada sofrida para o Atlético-MG por 4 a 1, no domingo passado (4), Ramon Menezes assumiu a bronca. "Queria deixar bem claro que a responsabilidade é minha de escalar e colocar em campo aquilo que vejo como ideal. Os atletas têm esse entendimento", disse à Vasco TV. A mudança mais radical aconteceu justamente diante dos mineiros, quando Ramon Menezes escalou três zagueiros de origem e inverteu a saída dos laterais, liberando mais Henrique. O esquema não funcionou, mas o treinador tentou explicar o que pensou com esta opção. "Na verdade, a maneira de jogar é muito parecida. Até porque quando temos a bola o Miranda é um dos construtores. O objetivo era dar um pouco mais de liberdade pela esquerda, segurar o Miranda, pois o Atlético-MG vem muito bem pelo lado esquerdo", analisou. Em outras oportunidades, o treinador também promoveu alterações, mas com o intuito de poupar jogadores, e os resultados também não vieram, mesmo com times da parte de baixo da tabela, casos de Coritiba e o até então Atlético-GO, que agora tem reagido e está na 11ª colocação. Coincidência ou não, o tempo que o Vasco está sem vitória é o mesmo que Germán Cano enfrenta sem fazer gols: cinco jogos. A última vez que o artilheiro vascaíno da temporada balançou a rede foi na vitória por 3 a 2 sobre o Botafogo , no estádio Nilton Santos. "O Cano é um dos artilheiros da competição. Daqui a pouco vai voltar a fazer gols. Meu foco é recuperar todos. Estamos há três jogos sem vencer no Brasileiro", destacou Ramon. O atacante tem 16 gols anotados em 26 partidas disputadas com a camisa cruz-maltina. De líder, o Vasco começa a 14ª rodada na nona colocação, com 18 pontos. Para encarar o Bahia, os desfalques são os meio-campistas Andrey e Benítez, suspensos. Do outro lado, o Bahia ainda não embalou na competição. A equipe dirigida por Mano Menezes vem de uma derrota em casa para o Sport e está perto de voltar à zona de rebaixamento. O time terá o retorno de Rossi, mas ainda não contará com Rodriguinho, contundido. BAHIA Douglas Friedrich; Nino Paraíba, Ernando, Lucas Fonseca, Juninho Capixaba; Elias, Gregore, Ramires; Élber, Gilberto, Rossi. T.: Mano Menezes VASCO Fernando Miguel; Yago Pikachu, Leandro Castan, Ricardo, Henrique; Carlinhos, Marcos Junior, Fellipe Bastos; Vinicius, Cano, Talles Magno. T.: Ramon Menezes Estádio: Pituaçu, em Salvador (BA) Horário: 19h15 desta quarta-feira Juiz: Jean Pierre Gonçalves Lima (RS)
