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Postura do São Paulo em processo de corte salarial incomoda líderes do time

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - No início da quarentena por causa da pandemia do novo coronavírus, os líderes do elenco do São Paulo se colocaram ao lado do clube no processo de redução salarial. Na ocasião, a diretoria apresentou a proposta de diminuição de 50% dos vencimentos em carteira, com o pagamento posterior dos valores atrasados. Ainda assim, a oferta foi recusada e o corte, aplicado de maneira unilateral. Agora, a maior parte dos jogadores considerados mais influentes no plantel também está contra a postura do clube. Segundo relatos desses atletas, houve quem recebesse apenas 20% do proposto em carteira. Além do corte maior do que o esperado, o fato de a diretoria não ter atualizado a posição para os jogadores também deixou esses atletas contrariados. É importante ressaltar que ainda há jogadores que defendem a posição do clube, por entenderem as dificuldades financeiras enfrentadas pelo São Paulo mesmo antes da pandemia. O clube fechou 2019 com déficit de R$ 156 milhões. Por isso, havia a recomendação expressa do Conselho de Administração para que a receita do departamento de futebol fosse reduzida em 2020. Nas últimas semanas, o órgão cobrou rigidez dos responsáveis pelas finanças e pela equipe profissional -não foi descartada nem a hipótese de redução de salários até o fim deste ano. A rotina de treinos vai ser retomada pelo clube a partir do dia 1º de julho, data em que está marcada a liberação do estado de São Paulo para os clubes. Daniel Alves não se apresentou ao clube na última semana. O jogador combinou com a diretoria e a comissão técnica que só iria se apresentar nesta quarta (1º). Nos próximos dias, os dirigentes devem aproveitar que as atividades serão realizadas no CT da Barra Funda para discutir a situação com os atletas. Os funcionários do clube também tiveram os seus vencimentos reduzidos, sem a promessa de compensação futura. Agora, a tendência é tentar equiparar a situação do time profissional e mostrar qual é a projeção de receitas a serem recebidas pelo São Paulo nos próximos meses.

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