CHAPECÓ. Desde as primeiras horas da manhã desta terça-feira, centenas de torcedores se aglomeram em frente à Arena Condá, o estádio do município catarinense de Chapecó. Os torcedores e os chapecoenses estão muito comovidos. O clima na cidade é de profunda tristeza. A prefeitura de Chapecó decretou 30 dias de luto oficial. Cancelou a programação de Natal e Ano Novo e as aulas de hoje à tarde.
Os torcedores trazem flores e velas. Rezam e se abraçam muito. A assessoria de imprensa do clube informou que seis médicos do Chapecoense estão sendo encaminhados para a Colômbia, para prestar o apoio necessário às autoridades colombianas.
— O impacto dessa tragédia é imensurável para todos. Estamos vivendo um momento muito complicado para o município, o estado e todo o pais — disse Élio Cella, vice- prefeito de Chapecó, muito abalado, na sede do clube.
Mais de 100 familiares das vítimas estão em uma sala reservada na Arena Condá recebendo apoio médico e psicológico disponibilizado pelo clube.
— O nosso sonho foi junto com eles. Acabou o sonho de uma cidade inteira. De uma região — disse Margarete Roque, torcedora.
Ex-jogadores do time, como o ex-Capitão Rafael Lima, também estão na Arena Condá, também num espaço reservado.
O prefeito da cidade, Luciano Buligon, embora estivesse na lista de passageiros do voo que levou a delegação da Chapecoense para a Colômbia, não estava na aeronave que caiu. Ele está em São Paulo.
“A Prefeitura de Chapecó manifesta profunda preocupação com o lamentável ocorrido, solidariza-se com todos os envolvidos e aguarda novas informações”, diz nota da Prefeitura.
O clube Chapecoense deve dar uma coletiva de imprensa esta tarde para informar como deve realizar o procedimento para trazer as vítimas da Colômbia.

