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Murray vence Djokovic e encerra jejum britânico de 77 anos em Wimbledon

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afp.com / Glyn Kirk

LONDRES (AFP) - Andy Murray fez história neste domingo ao se tornar o primeiro britânico campeão de Wimbledon desde Fred Perry em 1936 com sua vitória sobre o número um do mundo, o sérvio Novak Djokovic.

O escocês de 26 anos, que foi vice-campeão no ano passado, superou o adversário por 3 sets a 0, com parciais de 6-4, 7-5 e 6-4, depois de três horas m nove minutos de um duelo muito intenso. Ele já havia conquistado um Grand Slam no ano passado, quando levantou o troféu do US Open ao derrotar o mesmo Djokovic na decisão.

"Sei que todo mundo queria ver um britânico campeão de Wimbledon, espero ter agradado a vocês", disse o sempre tímido Murray depois de receber o troféu sob os aplausos do público, que contava com a presença ilustre do primeiro-ministro britânico David Cameron, que não escondeu sua satisfação por ver um tenista da casa triunfar depois de 77 anos no Grand Slam londrino.

O número dois do mundo já havia conquistado um título na grama sagrada do All England´s Club em agosto do ano passado, quando conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Londres, dando o troco no suíço Roger Federer, seu carrasco na final de Wimbledon poucas semanas antes.

Nas semifinais, derrotou justamente Djokovic, no único duelo disputado pelos dois tenistas neste piso antes da final deste domingo.

A torcida londrina chegou a levar um susto quando viu Murray desperdiçar três 'match points' após abrir vantagem de 40 a 0 quando sacava para fechar a partida.

Em seguida, ele precisou salvar três 'break points', impedindo o adversário de empatar a parcial em 5 a 5, e acabou conseguindo fechar a partida numa bola na rede de Djokovic.

"Não sei como consegui vencer este último game. Já enfrentei Novak várias vezes, ele sempre luta até o fim. Já vi ele conseguir viradas tantas vezes e ele quase conseguiu fazer isso de novo. Foi um jogo muito duro, com games muito longos e trocas de bola intensas", comentou o escocês.

Mesmo sem conseguir ganhar um set sequer, Djokovic, que buscava o bicampeonato após ter conquistado o título em 2011, foi heroico na defesa, e deu muito trabalho ao britânico.

Visivelmente cansado depois da sua maratona de 4h43 contra o argentino Juan Martín Del Potro nas semifinais, o sérvio tentou mudar seu estilo de jogo ao definir mais pontos na rede, mas a estratégia não deu certo e ele cometeu quase o dobro de erros forçados (40 contra 21 de Murray).

O escocês fez a diferença ao vencer os pontos mais importantes, inclusive alguns ralis incríveis com mais de vinte golpes trocados. "Andy mereceu a vitória, ele jogou um tênis incrível", admitiu Djokovic.

Para chegar com tudo em casa, Murray optou por não disputar o torneio de Roland Garros, o que pode ter feito a diferença do ponto de vista físico.

Seu caminho rumo à final foi facilitado pelas eliminações de Nadal e Federer nas primeiras rodadas, mas, mesmo assim, Murray precisou se empenhar para superar de virada o espanhol Fernando Verdasco em cinco sets nas quartas de final e o jovem polonês Jerzy Janowicz em quatro sets nas semifinais.

Agora que finalmente quebrou o tabu que pesava sobre o tênis britânico, o escocês tem um grande futuro pela frente, com a perspectiva de outras finais contra Djokovic, que tem a mesma idade (nasceu sete dias depois) e é seu adversário desde criança.

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