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Messi faz três gols e leva Argentina à Copa do Mundo da Rússia

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Uma nação inteira sobre os ombros. E ele suportou o peso. Ao marcar os três gols da vitória da Argentina sobre o Equador por 3 a 1, nesta terça-feira, em Quito, Lionel Messi colocou a seleção na Copa do Mundo da Rússia de 2018. E, de quebra, se tornou o maior artilheiro das eliminatórias sul-americanas, com 22 gols.

Na última rodada, os argentinos, que estavam fora da zona de classificação, em sexto, terminaram em quarto lugar, com 28 pontos. E conseguiram a vaga direta, sem passar pela repescagem graças aos outros resultados.

O primeiro minuto de jogo trouxe a dose extra de drama que, diante de todo o cenário, até pareceu extrema. Num erro de Mascherano, que atrasou mal a bola, a defesa argemtina bateu cabeça. Ordoñez ajeitou e Romario Ibarra completou para abrir o placar aos 40 segundos para o Equador.

Se Messi & Cia já entraram em campo com todo o peso de um país nas costas, o gol precoce deixou o time, que tem pecado pela falta de organização, totalmente atordoado.

Foram necessários dez minutos para que a Argentina se lembrasse que um fora de série carrega a mítica camisa 10, aquela eternizada por Maradona. Inclusive ele próprio precisou recordar que não é cinco vezes o melhor do mundo à toa.

Ciente de que a participação de seu país e a sua própria na Copa da Rússia dependia mais do que nunca dele, Messi acordou. Com o toque de bola característico, iniciou a jogada, tocou para Di María na esquerda, e correu para a área. No momento que o companheiro rolou a bola, ele já estava lá para empatar.

A igualdade, no entanto, deixava a Argentina fora do Mundial. Por isso mesmo o craque não comemorou. Buscou a bola no fundo das redes sem tempo a perder. Sabia que precisava ser um pouco mais de Messi para que 1970 não se repetisse — última vez que a seleção não fora a uma Copa.

E foi. Minutos depois assumiu toda a responsabilidade do jogo. Contou com o erro da zaga equatoriana, roubou a bola, carregou para a área e soltou uma bomba por cima do goleiro. Agora sim ele tinha motivos para comemorar. E o fez como poucas vezes visto com a camisa azul e branca.

O placar, no entanto, não era resultado de um futebol bem jogado. Apenas resumia a dependência dos argentinos por Messi. E quando ele não conseguia tocar na bola, a Argentina se tornava um time tão comum quanto o eliminado Equador.

Mas não é possível marcar Messi por tanto tempo. O Equador bem que tentou na etapa final. Foram quase 20 minutos de domínio, ainda que sem muita efetividade. Porém, o suficiente para não permitir que os argentinos respirassem aliviados.

A “Pulga”, como é conhecido, conseguiu espaço. Aos 16, recebeu bola alta na intermediária, matou no peito, ajeitou, carregou e, de fora da área, cobriu o goleiro Banguera com perfeição. Mais do que festa, os jogadores pareciam aliviados na celebração do gol.

Afinal, faltava mais meia hora de jogo. E o placar de 3 a 1, que, em outras situações, seria suficiente para comemorar a classificação, para os argentinos não era. A tensão diminuía a conta gotas a cada minuto passado. O passaporte só foi carimbado no apito final do brasileiro Anderson Daronco. Com a assinatura de Lionel Messi.

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