O desembargador federal Abel Gomes, da Primeira Turma Especial, apreciou o pedido de habeas corpus de Carlos Arthur Nuzman, presidente licenciado co Comitê Olímpico do Brasil. Mas não tomou decisão porque interpretou que os advogados juntaram vários pedidos no mesmo habeas corpus. Faziam parte do documento, além do pedido de soltura do cartola, o pedido impugnação da busca e apreensão feita pela Polícia Federal brasileira na casa de Nuzman, no Leblon, no mês passado, com a participação de membros do Ministério Público francês. Os advogados alegam que a presença estrangeira seria ilegal.
Em seu parecer, Abel Gomes diz que o pedido contra a suspensão da busca e apreensão não procede e que o aditamento que eles fizeram aos habeas corpus causou tumulto aos autos, já que eles solicitaram um habeas corpus para um pedido de prisão que era temporária e depois dos pedido dele ela virou preventiva.
Segundo o desembargador, o pedido de soltura foi feito antes de o Juiz Federal Marcelo Bretas converter a prisão de Nuzman de temporária — máximo de 10 dias — para preventiva (tempo indeterminado). No entanto, o desembargador dá a oportunidade para que os advogados organizem os autos e façam o pedido correto. Para, aí sim, ele julgar o mérito.
O general Augusto Heleno, que chefiou a missão brasileira no Haiti, pediu demissão do COB. O general dirigia o Instituto Olímpico (órgão educacional do COB) e o departamento de Comunicação e Educação Corporativa da entidade.

