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Maracanã: abandono como presente de aniversário

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O governo do Estado anda postergando uma solução para o Maracanã. Internamente, pessoas próximas ao governador Luiz Fernando Pezão dizem que ele pretende deixar isso para o próximo governo. Essa estagnação diante da licitação, os altos preços para o uso do estádio, clubes querendo construir arenas e uma dificuldade de ver o Maracanã como uma casa autossustentável para as necessidades dos clubes podem estar condenando seu futuro. Um dos maiores símbolos do futebol mundial, que completou 67 anos na última sexta-feira, encaminha-se para virar um elefante branco.

Com a Odebrecht prestes a deixar a administração dos estádio e os altos custos para jogar lá, Flamengo e Fluminense se movimentam ativamente nos bastidores para viabilizar a construção de seus próprios estádios. O Flu quer usar a estrutura da Arena do Futuro — que deveria virar quatro escolas municipais — para construir uma arena tricolor em outra área do Parque Olímpico da Barra. A diretoria acredita que um estádio de até 25 mil pessoas atenda à capacidade do clube.

Já o Flamengo, além da arena multiuso da Gávea, que ainda briga com a associação de moradores para construir na sede do clube, busca um local para um estádio para menos de 40 mil pessoas. Barra (também no Parque Olímpico), Niterói e margens da Avenida Brasil estão entre os lugares almejados pelo rubro-negro.

Se todos esses projetos saírem mesmo do papel, a viabilidade do Maracanã como um modelo de gestão lucrativo e sem subsídios públicos passa a ser quase nenhuma. Isso porque, pelo tamanho e custo de manutenção, o Maracanã precisa que dois clubes mandem com frequências jogos lá. O custo de manutenção alto e a dificuldade em ter receitas complementares (naming rights, lojas, restaurantes e estacionamentos) não permitem que o estádios sirva apenas para 15 jogos no ano, contando que Botafogo e Vasco também façam clássicos e partidas mais importantes lá.

Sem Fla e Flu, empresas que também já demonstraram interesse em administrar o Maracanã ameaçam recuar.

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