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Fifa e Brasil se mostram confiantes para a Copa do Mundo-2014


afp.com / FABRICE COFFRINI

Zurique (Suíça) (AFP) - A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e o presidente da Fifa, Sepp Blatter, deixaram de lado os desentendimentos dos últimos meses para assegurar nesta quinta-feira que ambas as partes estão confiantes, de cara para a Copa do Mundo-2014.

Convidada pelo dirigente da entidade que rege o futebol no mundo, Rousseff aceitou um encontro em Zurique, aproveitando sua ida à Suíça para participar do Fórum econômico de Davos.

"O Brasil é o país do futebol, não há outro país que o Brasil para falar de futebol. É por isso que o Brasil vai organizar um grande Mundial, uma linda Copa do Mundo e há confiança" entre o país organizador e a Fifa, disse Blatter, após o encontro.

"Ainda faltam alguns meses e sim, precisamos dar alguns pequenos retoques, e isso será feito. Estou acostumado aos Mundiais, existem problemas, mas no fim tudo estará em ordem, principalmente no Brasil", continuou o dirigente.

"O governo brasileiro fará de tudo para terminar as obras dos estádios, o que é relativamente fácil de fazer, mas também para organizar a Copa das Copas. Isto inclui os estádios, os aeroportos, os portos, tudo que é necessário para que o país acolha bem os visitantes", destacou Dilma Rousseff.

"Estamos preparados. O governo terá todo o empenho para que essa seja a Copa das Copas", insistiu a chefe de estado.

Contudo, os estádios não parecem ser "trabalhos relativamente fáceis de fazer" no Brasil, que até o momento só terminou um (em Natal, inaugurado na quarta-feira) dos seis que ainda precisam ser entregues.

Um dos estádios, o de Curitiba, acumula tantos atrasos que o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, declarou na terça-feira "estado de emergência", dando a entender que a cidade pode ser excluída como sede do Mundial, apesar de afirmar nesta quinta-feira que espera a entrega do estádio até "final de abril, início de maio".

Em uma coletiva de imprensa posterior ao encontro, Rousseff e Blatter destacaram a importância do legado da Copa do Mundo, anunciaram projetos sociais que serão postos em prática, além de ressaltarem a capacidade do torneio de atuar como fomentador do desenvolvimento em diversas áreas, como por exemplo o futebol feminino.

"Estamos preparados para organizar a melhor Copa da história e para aproveitar o poder do futebol na hora de resolver problemas importantes e deixar um grande legado social", explicou Rousseff.

Blatter se mostrou convencido que o Mundial "deixará um legado transcendente".

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