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Caribé celebra ouros no Pan Jr. depois de 'estresse' para voltar do Mundial

ASSUNÇÃO, PARAGUAI (UOL/FOLHAPRESS) - Um dos principais nomes da natação brasileira na atualidade, Guilherme Caribé disputa os Jogos Pan-Americanos Júnior, em Assunção, no Paraguai, e celebra os pódios após o que classificou como "estresse" no retorno do Mundial de Esportes Aquáticos.

Caribé, até aqui, subiu duas vezes ao topo do pódio. Ele conquistou o ouro no revezamento 4x100 livre misto e no masculino.

"Acabamos de descer do Mundial, em Singapura. Foi um Mundial muito cansativo para mim, física e mentalmente. Essa competição [Pan Jr], querendo ou não, está sendo um grande desafio. Tive dois dias de folga em São Paulo e vim para cá já para competir. Está sendo um desafio mental participar dessa competição, mas estamos levando da melhor forma possível, com todo o apoio", diz o nadador.

Caribé admitiu "estresse" no retorno do Mundial, que aconteceu em Singapura, entre 11 de julho e 3 de agosto. O itinerário da volta causou revolta na agência que cuida da carreira dele. A Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) se defendeu.

"Querendo ou não, foi meio estressante. Eu voltei em um voo à parte da seleção, fui o único que voltei sozinho. A seleção saiu de Singapura, foi para a Etiópia e depois para o Brasil. Eu fiz um voo saindo de Singapura, indo para São Francisco, nos Estados Unidos, depois para Houston, e depois para o Brasil. Viajei um pouco mais de 14 horas a mais que todo mundo."

A RSP, que gerencia Caribé, alegou "total desorganização" da confederação. A CBDA rebateu em nota oficial e citou "imprevisto ocorrido na conexão do voo em São Francisco".

"Chegando a São Francisco, teve problema com o visto, de estar entrando nos EUA, fazendo um voo doméstico e depois saindo. Então, a imigração teve de ver o que estava acontecendo. Acabei perdendo uma das conexões e a empresa aérea disse que só teria voo no dia seguinte. Então, todo esse estresse... Fiquei triste. Fiz o requerimento alguns meses atrás para mudar de voo, mas a CBDA disse que não poderia. Mas passei por isso, cheguei aqui e estamos competindo. Já ganhei duas medalhas de ouro. Estou mais tranquilo, mais feliz", afirmou Caribé.

O nadador brasileiro agora integra o time de Embaixadores do Pan Júnior, que é voltado aos atletas da nova geração.

"Não sou velho, tenho apenas 22 anos (risos), mas inspirar essa garotada me deixa feliz. É uma responsabilidade grande, mas que gosto de ter. Mostra que estamos no caminho certo", disse.

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