Após o conflito, o procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt, ofereceu denúncia na última quinta-feira contra os dois clubes, que correm o risco de sofrer uma série de punições. Corinthians e Vasco responderão pelo artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que fala sobre "deixar de tomar providências capazes e prevenir ou reprimir desordens ou invasão do campo" e prevê, em caso de condenação, a perda de um a dez mandos de campo e aplicação de multa entre R$ 100 e R$ 100 mil.
Para completar, Schmitt ainda pedirá que os clubes sejam obrigados a cumprir com portões fechados, sem a presença dos torcedores do clube infrator, os possíveis jogos com perda de mando de campo. Isso pelo fato de que a lei prevê que um time punido mande uma partida com uma distância mínima de 100 quilômetros de seu estádio. Ou seja, caso seja imposta a perda de mando sem a proibição da entrada de torcedores, Vasco e Corinthians poderiam ser beneficiados caso marquem um jogo em cidades onde poderão contar com forte apoio de suas torcidas, como poderia ocorrer com o próprio Vasco, que mandou sua última partida contra o Corinthians no Mané Garrincha.
Ao oferecer a denúncia contra Corinthians e Vasco, Schmitt destacou que apenas a aplicação da pena nestas condições "coibirá integralmente a violência nos estádios" e promoverá "a ausência de torcedores mal intencionados que frequentam as praças desportivas brasileiras".
Na briga entre torcedores vascaínos e corintianos no último domingo, integrantes da organizada Gaviões da Fiel invadiram o espaço de torcedores vascaínos no anel superior do Mané Garrincha e causaram pânico por cinco minutos nas arquibancadas, ameaçando com palavras e gestos obscenos adultos e crianças. Os torcedores também entraram em conflito com policiais militares, sendo que três agentes saíram feridos na cabeça, um torcedor do time carioca foi levado para o posto médico por problemas cardíacos e quatro corintianos foram detidos.

