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2018 é logo ali

Se nos gramados o Brasil é conhecido como um produtor em larga escala de talentos, exportando a cada ano diversos craques para clubes europeus e asiáticos, no surfe a safra também parece não ter fim. Enquanto nomes como Filipe Toledo,Gabriel Medina e Adriano de Souza fazem bonito no CT, uma nova leva de surfistas toma conta do Qualifying Series (QS), a divisão de acesso, pronta para chegar à elite e alimentar a ‘brazilian storm’, como é chamada a equipe brasileira que disputa o circuito.

Em meio a essa nova geração, dois nomes tomaram de assalto o QS neste ano: Jesse Mendes e Yago Dora. A dupla venceu, junta, quatro das cinco etapas de nível 6.000 do circuito, disparando no ranking.

Com 25.250 pontos, Jesse já carimbou sua vaga no CT do ano que vem. O paulista de 24 anos iniciou a temporada com tudo, fazendo duas finais seguidas na Austrália e deixando para trás a frustração de ter ficado, no ano passado, muito perto da vaga para o CT deste ano.

— Tudo tem seu tempo. Fui amadurecendo, aprendendo com as situações. Dei meu melhor e sabia que podia acontecer, mas não fiquei pensando na frustração caso não acontecesse. Antes eu era mais ansioso, ficava pensando que precisava entrar no CT. Agora estou mais preparado — disse Jesse.

Durante a adolescência, o garoto do Guarujá travou acirrados duelos com Gabriel Medina. Agora ele não vê a hora de reencontrar o adversário, e amigo, na elite do surfe.

— A gente sempre teve uma rivalidade sadia. Dentro da água levava a sério na competição, mas sempre fomos bem amigo fora da água. Vai ser irado competir não só com ele, mas com vários amigos que cresci surfando junto.

Jesse está ansioso também para passar mais tempo ao lado da namorada, a havaiana Tatiana Weston-Webb, que já compete no CT há três anos.

— Ter a Tatiana do lado vai ser bem legal. Competindo no QS era difícil, agora vou estar presente em mais momentos com ela durante o ano.

Yago ainda não relaxa

Enquanto Jesse já estava há alguns anos batendo na porta para entrar no CT, Yago Dora chegou logo derrubando o portão. O jovem de 21 anos experimentou uma ascensão meteórica no ranking. Em 2015, foi o 168º. No ano passado, 43º, e agora é o segundo.

Yago sempre foi conhecido por suas participações em vídeos de surfe, com manobras arrojadas, mas que muitas vezes não eram vistas nos campeonatos. Este ano, porém, ele encarnou o espírito de competidor. Entre outros feitos, derrubou vários campeões mundiais e ficou em terceiro no CT de Saquarema, onde competiu como convidado.

— Meu foco foi total nas baterias. Fiz poucas viagens de freesurf para filmar e me dediquei aos campeonatos. Isso fez a diferença — disse Yago.

Com 19.610 pontos, não está ainda garantido, mas é muito difícil que saia da lista dos dez primeiros que se classificam ao CT. No ano passado, o último classificado foi o havaiano Ezekiel Lau, com 18.750 pontos.

— Por essa matemática eu já estaria garantido, mas não dá para contar com isso. Nunca se sabe ao certo quantos pontos serão necessários para classificar. Não dá para relaxar — disse Yago, ainda alerta.

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