Já disse e repito que não é fácil produzir artigo ou crônica toda semana, com um mínimo de respeitabilidade jornalística e intelectual e o compromisso de fugir, tanto quanto possível, do lugar-comum. Não raro, o cronista fica perplexo diante da perturbadora falta de assunto. Outras vezes, perde-se na multidão de temas suscitados pelas ocorrências surgidas, aqui e longe daqui, lançando-o na imensa dúvida sobre o mais pertinente ou mais capaz de despertar seu interesse. Analisando os escritos, fui filósofo, literato, político, poeta, economista, administrador, amigo, filho, pai, avô, amante, professor e na maioria das vezes crítico.
Mantive ao longo deste período constantes alertas de interesse, descortinando cenários que abrangeram desde a crítica intimorata aos políticos e governantes, á doçura de falar de amor e alegria, bem como de tristezas na partida de algum amigo. A estes se juntou a extensa gama de apreciações de encontros e desencontros na vida. Procuro escrever falando alto, buscando o que há de Stephane Grappelli nas vírgulas, de Xavier Cugat nos acentos, de Bob Dylan nas frases, de Silvio Rodriguez na poesia dos parágrafos.
Dos assuntos pinçados, vários acabaram por transbordar para a classe de administradores e de estudantes universitários, alegrando-me elogios e indagações vindas também da sociedade em geral, atravessando fronteiras do nosso Estado e País. Recebi críticas também, algumas respondidas, outras que não mereciam nem ter sido lidas, principalmente depois que comecei a publicar os artigos em redes sociais. Me espelhei sempre nos bons exemplos. Ao longo da vida, o homem, seja ele simples ou com poderes nas mãos, deveria sempre se espelhar nos bons exemplos para projetar o que fazer adiante, até os últimos dias por aqui. Mas não é bem assim. A vaidade de muitos está atropelando a sociedade no nosso penoso dia-a-dia. Vivemos tempos de muitas afirmações, mas também de um mar de mentiras a nos afogar em um porre homérico.
Nesses mil artigos não posso deixar generosamente lembrar de Leal da Cunha, que me levou para o jornal A Critica onde comecei a escrever, de Hermengarda Junqueira que me ofereceu o Em Tempo, de Guilherme Aluísio a quem tive a honra de escrever alguns artigos no Jornal do Comércio. Agora no Portal do Holanda no face e no Correio Amazonense. Quanto aos conteúdos... bem, tento melhorá-los sem reticências e sem vergonha. Os desafios continuam tão fortes como antes, encontrando-me com a mocidade e a têmpera que o outono da vida não consegue destruir. Este é um hino que entoo ao tempo, meu amigo e meu conselheiro, que me dá forças e honradez para beijar meus filhos e netos, de braços com a dignidade, e abraçar meus amigos com a sinceridade que carrego no coração. Agradeço aos caros, poucos mais bons leitores, alguns muito especiais para mim, que leem meus escritos.
Espaço Crítico
Possui graduação em Administração pela Escola Superior Batista do Amazonas(1982) e especialização em Intensivo de Pós Graduação Em Adm. Pública pela Escola Brasileira de Administração Pública(1993). Atualmente é PROFESSOR da Escola Superior Batista do Amazonas e professor titular da Faculdade Nilton Lins. Tem experiência na área de Administração, com ênfase em Administração de Empresas.
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