O turismo sustentável surge como um dos principais vetores para diversificar a economia do Amazonas, impulsionar a geração de emprego e renda e interiorizar oportunidades. A proposta faz parte do Plano Estratégico de Desenvolvimento apresentado pelo candidato ao Governo do Estado Omar Aziz, que busca reposicionar o setor com base nas vocações naturais e culturais regionais por meio de investimentos em infraestrutura, conectividade e qualificação.
Entre 2019 e 2024, o fluxo total de visitantes no estado registrou queda de 624.744 para 415.590 turistas, com retração acentuada no público estrangeiro. Para reverter o cenário e compensar eventuais impactos na arrecadação decorrentes da Reforma Tributária, o plano aposta em cinco segmentos prioritários:
Turismo de Natureza e Ecoturismo: Foco em observação de aves, hospedagem na selva, turismo de base comunitária e experiências de baixo impacto.
Turismo Cultural: Valorização de tradições, patrimônio histórico e interação com povos indígenas e comunidades tradicionais.
Turismo de Cruzeiros, Eventos e Pesca Esportiva: Ampliação de nichos estratégicos para movimentar mais de 50 subsetores da economia.
Como parte da estratégia para a capital e o interior, o plano prevê a criação de núcleos municipais de turismo, capacitação de moradores e destinação de um percentual fixo do Fundo de Fomento ao Turismo, Infraestrutura, Serviços e Interiorização do Desenvolvimento do Amazonas para o setor.
Em agendas recentes, o candidato também defendeu a criação de novos atrativos, como um zoológico com aquário voltado à fauna aquática amazônica gerido em parceria com o Exército, além de iniciativas de biojoias e artesanato desenvolvidas por comunidades locais, a exemplo de projetos em Benjamin Constant.
Para garantir o fluxo de visitantes e facilitar o deslocamento entre os municípios, o planejamento para o período de 2027 a 2030 contempla a requalificação de portos e aeroportos estratégicos, a recuperação de rodovias turísticas e a ampliação da malha de voos nacionais e internacionais.
Diante dos altos custos das passagens aéreas para o interior, a proposta levanta ainda a possibilidade de fomentar alternativas de transporte regional, integrando os terminais aeroportuários existentes e novas unidades planejadas para o estado.



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